O gabinete do presidente libanês Joseph Aoun acusou Israel de destruir um hospital e danificar um prédio do Ministério da Fazenda durante ataques no sul do Líbano neste domingo. A presidência classificou a ação como “uma escalada perigosa” contra instalações civis e pediu que os Estados Unidos e a comunidade internacional intervenham.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que quatro pessoas morreram, entre elas duas mulheres, e que seis ficaram feridas. Duas meninas estavam entre os feridos. As duas mulheres morreram em Arab Salim, ao norte da área que Israel diz manter como zona de segurança. Outros dois homens foram mortos em uma cidade na periferia dessa região.
As forças armadas israelenses emitiram às 6h, pelo horário local, um alerta para que moradores deixassem áreas próximas a um prédio em Arab Salim. Israel afirmou que o imóvel era usado pelo Hezbollah e que abrigava instalações de armazenamento de armas e um centro de comando em um edifício anteriormente utilizado como hospital.
Segundo as forças armadas israelenses, foram usadas munições de precisão e vigilância aérea para reduzir os danos à população civil. O aviso deste domingo foi o segundo divulgado desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e acordado em junho.
A primeira ordem de retirada ocorreu em 5 de agosto, para moradores de Mansouri, perto de Tiro. Na sexta-feira, quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano sem avisos prévios, informou o Ministério da Saúde.
O Hezbollah afirmou que a escalada busca pressionar o governo libanês, que mantém negociações diretas com Israel sob os auspícios dos Estados Unidos. O grupo rejeitou as conversas. Mais de 4.300 pessoas morreram em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra Israel em apoio ao Irã.








