Leon Panetta avalia que a guerra entre os Estados Unidos e o Irã pode continuar por mais seis meses. O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos disse que o conflito está preso em um impasse e que Donald Trump não encontrou uma saída clara para encerrá-lo.
Panetta afirmou que uma das possibilidades é a manutenção de ataques pontuais entre os dois lados, sem negociação ou rendição. Outra seria uma tentativa dos Estados Unidos de controlar o Estreito de Hormuz, descrito por ele como a principal alavanca iraniana sobre o comércio global. Na avaliação do ex-secretário, o conflito só seria vencível se o objetivo central fosse reabrir o estreito.
“Ele se encurralou”, disse Panetta sobre Trump. O ex-secretário também afirmou que o presidente perdeu credibilidade ao sugerir repetidamente que um acordo para terminar a guerra estaria próximo.
Críticas ao Pentágono
Panetta relacionou a crise interna no Pentágono à percepção de que os Estados Unidos não têm uma estrutura de comando organizada. Para ele, a turbulência pode afetar a imagem de força do país e ser observada pelo Irã e por outros adversários como um sinal de fragilidade na capacidade militar americana.
O Departamento de Defesa rejeitou essa avaliação. Em comunicado oficial, o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, disse que a ideia de desordem no departamento não tem fundamento e representa um insulto aos profissionais e militares que trabalham na defesa do país.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Teerã respondeu com ações direcionadas principalmente a países do Golfo aliados de Washington.
Panetta também mencionou o desgaste das tropas e a longa missão do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Ele defendeu a elaboração de um plano de rotação para militares enviados continuamente a uma zona de guerra.
O vice-presidente JD Vance afirmou que não sabe quando o conflito terminará. Ele também evitou chamar a situação de guerra e disse que a resposta deveria ser buscada com os iranianos.








