BRASÍLIA — Veículos internacionais destacaram nesta segunda-feira (7) a realização de dois atos no 7 de Setembro: o desfile oficial em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e manifestações contra o presidente e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em várias capitais.
A France 24 descreveu o cenário como “dois 7 de Setembro para um Brasil polarizado”. A emissora avaliou que o desfile permitiu a Lula projetar uma imagem de estabilidade institucional e apresentar temas associados à campanha à reeleição.
Em São Paulo, a emissora destacou a participação do senador e candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro em um protesto na Avenida Paulista. O ato teve críticas a Lula e Moraes e apresentou a disputa judicial como uma defesa da liberdade contra um suposto avanço autoritário do poder público.
A Reuters também deu destaque à manifestação na Avenida Paulista, descrita como o principal palco tradicional de manifestações políticas em São Paulo. A agência relacionou o ato ao momento da corrida presidencial, apontando uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula nas pesquisas de opinião.
A revista The Economist publicou, antes dos atos, uma análise sobre a mobilização das bases pelos principais candidatos à Presidência no Dia da Independência. A publicação afirmou que Lula liderava as pesquisas, mas que a disputa estava se aproximando, em meio a escândalos de corrupção envolvendo o filho do presidente e a Suprema Corte. O texto também mencionou investigações contra Flávio Bolsonaro e registrou que todos negam irregularidades.
O The Irish Times publicou uma análise sobre a crise no STF, sem tratar dos protestos. O jornal abordou a ofensiva de Moraes contra o ministro André Mendonça depois que Mendonça levantou o sigilo de mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
Para o jornal, o conflito entre os ministros pode afetar a eleição presidencial. A análise afirmou que Moraes é visto como um herói por parte da esquerda brasileira por causa da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no ano passado e avaliou que os desdobramentos da crise no Supremo podem se espalhar pelo sistema político, com consequências imprevisíveis para a corrida presidencial.








