Agências e jornais estrangeiros destacaram nesta terça-feira (15) o julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidirá se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A cobertura internacional apontou o caráter inédito da sessão e a crise interna na Corte, com atenção especial ao confronto entre Moraes e o ministro André Mendonça. Também foi mencionado o impacto político do episódio às vésperas da eleição presidencial de outubro.
A Associated Press classificou o momento como uma “crise sem precedentes” no Supremo. A agência lembrou que nunca houve situação semelhante envolvendo um integrante da Corte, citou o papel de Moraes no processo que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mencionou manifestações pela saída ou pelo impeachment do ministro.
O jornal espanhol El País destacou que o “cisma” no STF ficou exposto durante a sessão extraordinária. Também ressaltou a discussão entre Moraes e Mendonça e registrou que, nos 135 anos de história do Supremo, nenhum integrante da Corte havia sido investigado pelo próprio tribunal.
A Reuters afirmou que a sessão aprofundou uma crise que já atingia o STF a poucas semanas da eleição presidencial. A agência relacionou o aumento das suspeitas contra Moraes à divulgação, por Mendonça, de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro.
A France-Presse descreveu como inédita a análise das relações de um dos principais integrantes do Supremo com um banqueiro preso. A ANSA destacou que o presidente do STF, Edson Fachin, reconheceu que a Corte atravessa um “período difícil de sua história”.
A agência EFE descreveu um “Supremo dividido” e citou a fala de Fachin na abertura da sessão: “este não é um dia comum”. O ministro também pediu aos integrantes da Corte “sensatez, decoro e dignidade”.








