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Lula e Trump devem defender posições distintas em discursos na ONU

Presidente brasileiro deve abordar soberania e multilateralismo, enquanto americano tende a criticar a ONU e falar sobre o Irã.

Lula e Trump devem defender posições distintas em discursos na ONU

Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump discursam nesta terça-feira (22) na abertura do debate de líderes da Assembleia Geral da ONU. O pronunciamento de Lula está previsto para começar às 10 horas (de Brasília).

Lula deve defender o multilateralismo e a soberania nacional, além de tratar dos conflitos no mundo, do meio ambiente e da sustentabilidade. A expectativa é que ele não mencione Trump diretamente.

O presidente brasileiro também pode defender mudanças na estrutura das Nações Unidas para ampliar a participação do Sul Global. A avaliação é de Maurício Fronzaglia, professor de relações internacionais da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

A fala ocorre enquanto o governo americano pressiona organismos multilaterais, incluindo a ONU, e mantém medidas contra o Brasil. Entre os temas estão tarifas, cobranças relacionadas ao combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), designados por Washington como grupos terroristas, e possíveis sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Críticas de Trump

Trump deve repetir críticas feitas à ONU em seu pronunciamento de 2025. Ele já acusou a organização de burocracia, aparelhamento ideológico e incapacidade de resolver grandes problemas mundiais. Também cortou o financiamento de agências da entidade.

O presidente americano pode ainda defender a ação militar realizada com Israel no início deste ano e abordar a missão para garantir o escoamento de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A previsão é de Richard Goldberg, consultor da Fundação para a Defesa das Democracias (FDD).

Goldberg também afirmou que Trump pode cobrar países com capacidade naval, relações diplomáticas com o Irã ou influência econômica e militar sobre o país por medidas para reverter tentativas iranianas de atacar o Estreito de Ormuz.

Efeito das eleições

As eleições devem influenciar os dois discursos. No caso dos Estados Unidos, as midterms ocorrerão em novembro, com disputa pelas 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e por um terço do Senado.

Natali Hoff, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), afirmou que Trump deve usar o espaço para falar à sua base interna, defender suas políticas contra a migração e suas medidas econômicas unilaterais, além de tentar apresentar a guerra do Irã de forma favorável ao eleitorado.

Segundo Hoff, Lula deve enfatizar soberania e defesa das instituições democráticas, mas não necessariamente defender o STF como fez no discurso anterior. A analista também avaliou que Trump pode reagir às declarações do presidente brasileiro, embora o Brasil não deva ser citado diretamente a princípio.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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