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Navi Pillay defende Justiça internacional após receber Nobel da Paz

Jurista sul-africana afirmou que o direito internacional e os direitos humanos sofrem ataque político e defendeu o TPI.

Navi Pillay defende Justiça internacional após receber Nobel da Paz
Foto: Jean-Marc Ferre/ONU

A jurista sul-africana Navi Pillay defendeu a importância da Justiça internacional em seu primeiro discurso formal após receber o prêmio Nobel da Paz de 2026. Ela afirmou que o sistema que julga crimes de guerra e oferece caminhos para vítimas de abusos é uma “pré-condição para um mundo pacífico”.

Pillay também declarou que o direito internacional e os direitos humanos estão sob ataque político. A fala foi interpretada como uma crítica ao governo de Donald Trump, embora a jurista não tenha citado nominalmente o presidente dos Estados Unidos nem integrantes do governo de Israel.

“Vivemos numa era em que o direito internacional e os direitos humanos estão sob um significativo ataque político”, afirmou Pillay. Segundo ela, essa situação é especialmente visível nas ações contra o Tribunal Penal Internacional (TPI).

Pressão contra o tribunal

O governo Trump critica e aplica sanções contra o TPI. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classifica a Corte como uma ameaça à segurança nacional americana e lançou, em 2025, uma campanha para desmantelar o tribunal.

Em agosto, o governo sancionou a presidente do TPI, Tomoko Akane, e o advogado e jurista senegalês Abdoulaye Seye. Ele participou de ações judiciais contra o governo israelense de Benjamin Netanyahu por supostos crimes de guerra na Faixa de Gaza.

Pillay foi juíza do TPI entre 2003 e 2008. Antes do discurso à imprensa, ela falou brevemente a colegas no Tribunal de Nuremberg, onde estava quando recebeu a notícia do prêmio, e fez uma brincadeira sobre dividir a premiação com Trump caso recebesse mais aplausos.

A jurista também disse que a última atividade que realizou antes de ser premiada foi apresentar um relatório sobre Gaza. No documento, afirmou que o que ocorre na região é genocídio.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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