São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 18°C 17° / 24°
Economia

Devolução de saldos de bets bloqueadas começa nesta sexta-feira

Bancos têm até a próxima quarta-feira (14) para devolver cerca de R$ 1,3 bilhão a apostadores; Caixa poderá intermediar pagamentos pendentes.

Devolução de saldos de bets bloqueadas começa nesta sexta-feira

Instituições financeiras começam nesta sexta-feira (9) a devolver aproximadamente R$ 1,3 bilhão que permaneceu nas contas de apostadores após o bloqueio de plataformas de apostas esportivas e jogos on-line no Brasil. O cronograma foi definido pelo governo federal depois da decisão de impedir o funcionamento dos sites no início desta semana.

Os pagamentos devem ser concluídos até a próxima quarta-feira (14). Dados oficiais indicam que cerca de 26,5 milhões de pessoas mantinham saldo nas plataformas. Se houver impedimentos operacionais para o crédito pelos bancos tradicionais, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os repasses restantes a partir do dia 14.

Do total, aproximadamente R$ 15,5 milhões estão em contas com saldos inferiores a um real.

Contestação no Supremo

Entidades do setor de apostas questionaram o cronograma no Supremo Tribunal Federal (STF), em processo relatado pelo ministro Luiz Fux. As empresas afirmam que o prazo é estreito e que a proibição interrompeu de forma abrupta atividades de companhias que estavam em processo de regulamentação.

Os pedidos apresentados ao tribunal defendem uma regra de transição e alegam que a medida provisória assinada pelo presidente Lula não considerou o planejamento das empresas. O setor também sustenta que não houve tempo suficiente para encerrar as operações.

Efeito sobre clubes e campeonatos

As casas de apostas se tornaram as maiores patrocinadoras do país, com presença em uniformes, estádios e torneios. O Flamengo entrou no STF como amigo da corte e calculou prejuízo de R$ 430 milhões em contratos.

O setor também participa de acordos de naming rights, nos quais uma empresa paga para associar seu nome a um estádio ou competição. Entre os exemplos estão o Brasileirão Betano, a Copa Betano do Brasil, a Fonte Nova e os Aflitos. A estimativa é que os clubes da Série A deixem de arrecadar mais de R$ 1 bilhão por ano com a saída dessas marcas.

Marco legal

A base jurídica das apostas no Brasil surgiu em 2018, durante o governo do então presidente Michel Temer. A lei previa regulamentação em até quatro anos, mas o prazo terminou sem a publicação da regra final.

Em 2023, o Congresso acelerou a criação do marco legal. Na Câmara, o conceito de aposta foi ampliado para incluir jogos on-line, como o Tigrinho, baseados em geradores aleatórios de números e símbolos. Mesmo após tentativas no Senado de restringir a atividade a eventos esportivos reais, prevaleceu a versão que autorizava cassinos virtuais, posteriormente sancionada.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5