Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Brasil

Teerã prepara área proibida no Estreito de Ormuz após confrontos navais

O Irã anunciou uma nova restrição à navegação e afirmou que responderá com mais intensidade a ataques contra seus interesses e sua segurança.

Teerã prepara área proibida no Estreito de Ormuz após confrontos navais

Nova restrição em Ormuz

O Irã informou que pretende declarar, nos próximos dias, uma área próxima ao Estreito de Ormuz como zona proibida. A medida começará na linha do bloqueio da Marinha americana e alcançará setores do Golfo, afirmou Mohsen Rezai. Embarcações que entrarem no local serão incluídas em uma lista de sanções.

A decisão ocorre em meio à retomada das hostilidades entre Irã e Estados Unidos. A Guarda Revolucionária iraniana disse ter atacado um veículo militar americano de superfície não tripulado que tentava entrar em uma área protegida de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) negou a informação.

A Guarda também afirmou ter atingido três petroleiros que realizavam travessias não autorizadas no estreito e três embarcações americanas em outras áreas. O grupo orientou outros navios a não utilizar rotas que não tenham sido aprovadas por Teerã.

Escalada entre os dois países

O Irã declarou que os ataques foram uma resposta a bombardeios americanos contra três petroleiros iranianos. Um deles estava perto da ilha de Khark, onde fica o principal terminal petrolífero do país no Golfo. Outro estava ao sul, próximo ao Estreito de Ormuz, e o terceiro, no Golfo de Omã, conforme detalhou o Exército americano.

As Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam infraestruturas iranianas no estreito em 30 de agosto, depois de mais de um mês de relativa calma. Washington afirmou que um porta-aviões e um destróier americanos haviam evitado múltiplos ataques iranianos não provocados e que nenhum soldado americano ficou ferido.

Brad Cooper, titular do Centcom, declarou que os Estados Unidos aumentariam a resposta caso dois de seus navios fossem atacados. O Irã, por sua vez, mantém um bloqueio do Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos bloquearam portos iranianos.

Mohammad Ghalibaf, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, disse neste domingo (6) que o país não seguirá mais uma lógica de respostas proporcionais. “Qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa”, afirmou.

Conflito regional

O impasse diplomático ocorre durante um conflito no Oriente Médio iniciado em 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã. Donald Trump afirmou que os Estados Unidos realizam apenas bombardeios pontuais e classificou a situação como um conflito militar, além de dizer que prefere concentrar-se em uma guerra econômica contra Teerã.

No Líbano, ataques israelenses deixaram 4 mortos, incluindo duas mulheres, e 20 feridos no sul do país. O Exército de Israel disse ter reagido ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah. O presidente libanês, Joseph Aoun, chamou os bombardeios de uma escalada perigosa.

No Iêmen, confrontos entre forças governamentais e rebeldes huthis, apoiados pelo Irã, deixaram quase 200 mortos desde a última quinta-feira.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5