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Padres defendem bispo de Goiás após ataques de apoiador de Lula

Dez sacerdotes afirmaram que as acusações contra Adair José Guimarães são infundadas e motivadas por divergências ideológicas.

Padres defendem bispo de Goiás após ataques de apoiador de Lula

Dez padres de seis municípios saíram em defesa do bispo Adair José Guimarães após um morador acusá-lo de fazer política durante sermões e chamá-lo de “representante de Satanás” e “demônio”. O homem aparece em um vídeo usando um boné com o slogan “Lula — Brasil feliz de novo”.

Na gravação, ele vincula o bispo ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirma que Guimarães não prega o Evangelho, mas fala sobre comunismo. Sem apresentar provas, também acusa o bispo de receber dinheiro do empresário Daniel Vorcaro para atuar politicamente em favor de Flávio Bolsonaro, que enfrenta o presidente em exercício Luiz Inácio Lula da Silva em um segundo turno eleitoral para presidente em 25 de outubro.

O apoiador de Lula ainda pede que os fiéis deixem de frequentar igrejas cujos líderes apoiem Bolsonaro. O vídeo inclui críticas a Bolsonaro e a integrantes de sua família, além de manifestações favoráveis a Lula e comentários sobre direitos trabalhistas, programas sociais e a ditadura militar passada do país.

Declaração dos padres

A defesa foi assinada pelos padres Hélio Cordeiro, Ary Ramos, Denis Rodrigues, Deusli Evangelista, Frederico Ornelas, Moacir Santana, Carlos Neves, Mário Vieira, Pablo Veleda e Renato Silva. Eles classificaram as acusações como “infundados, cheios de ódio, alimentados por preconceitos ideológicos e distorcidos pela ignorância incivil”.

Os sacerdotes de Formosa disseram que divergências partidárias fazem parte da democracia, mas não autorizam ataques à honra de outras pessoas. “Vivemos em um país democrático; como tal, e como cidadãos, somos livres para discordar em questões políticas partidárias”, afirmaram.

Manifestações do bispo

Guimarães já fez declarações sobre política e ideologias ao abordar a participação católica na vida pública, a liberdade e o uso da fé para fins políticos. Em agosto de 2025, durante o evento católico “Desperta Brasil”, em Brasília, mencionou o comunismo durante uma bênção e pediu proteção contra a fome, a guerra, a doença e o comunismo.

Em 15 de janeiro deste ano, criticou ideologias e regimes ditatoriais e afirmou que o comunismo, o fascismo e o nazismo sufocam a liberdade. Em 28 de setembro, comentou uma notícia falsa sobre uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação relacionava a proposta a Flávio Bolsonaro, que negou apoiá-la.

Em 2 de outubro, Guimarães pediu que os católicos participassem das eleições e analisassem o histórico dos candidatos. Também recomendou que os eleitores considerassem as posições deles sobre aborto, família e fé.

Ao final da declaração, os padres pediram a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pela paz, pela justiça e pela reconciliação no Brasil.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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