GUADALAJARA — A Arquidiocese de Guadalajara, no México, abriu em 6 de outubro de 2026 o processo de beatificação e canonização do padre Ignacio Larrañaga. O sacerdote capuchinho morreu em 2013 e ficou conhecido internacionalmente por fundar as Oficinas de Oração e Vida.
A fase diocesana vai investigar a vida e as virtudes de Larrañaga. O Vaticano concedeu o chamado “nada obsta”, indicando que não há impedimentos para o início da apuração. Um tribunal deverá ouvir 50 testemunhas de 10 países e analisar 47 livros, além de outros documentos produzidos pelo religioso.
O material reunido será usado na elaboração da “positio”, documento que resume a vida e as virtudes do candidato. Se o Papa reconhecer que Larrañaga viveu de maneira heroica os valores cristãos, ele poderá ser declarado venerável. Para a beatificação, ainda será necessário comprovar um milagre.
Trajetória e legado
Nascido no País Basco, na Espanha, em 1928, Larrañaga dedicou a vida ao ensino de métodos práticos de oração. As Oficinas de Oração e Vida foram criadas para ajudar fiéis a desenvolver uma relação pessoal e profunda com Deus por meio de técnicas simples e acessíveis. O movimento se espalhou por diversos continentes e recebeu, em 2022, aprovação oficial do Vaticano como associação internacional de fiéis.
O padre também publicou livros sobre paz interior e espiritualidade. Chegou ao Chile em 1959, onde iniciou atividades de evangelização e missões populares. Em 1974, lançou no Brasil os “Encontros com a Experiência de Deus”, voltados ao silêncio e à oração contemplativa.
Em 1984, desenvolveu no Chile as Oficinas de Oração e Vida. Depois, viajou pela América Latina e pela Europa para realizar atividades de formação. Morreu aos 85 anos, em 2013, durante uma dessas viagens no México.







