O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, começou nesta terça-feira (8/9) uma viagem por Colômbia, Equador e Peru. O roteiro termina na quinta-feira (10/9) e inclui reuniões sobre segurança, combate ao narcotráfico, comércio e cooperação regional.
Na Colômbia, primeira parada, Rubio tratará com o presidente Abelardo de la Espriella do apoio americano à recuperação do país após o terremoto de agosto, que deixou cerca de 300 mortos. A agenda também inclui segurança, tráfico de drogas e relações comerciais. Os dois devem assinar acordos sobre energia nuclear civil e minerais críticos.
O Departamento de Estado informou que a viagem busca reforçar as parcerias americanas no hemisfério e ampliar a cooperação contra o que Washington chama de narcoterrorismo. A administração Donald Trump também pretende negociar relações comerciais mais estreitas com os três países.
Reuniões e segurança regional
Após a Colômbia, Rubio viajará ao Equador. Em Quito, encontrará novamente o presidente Daniel Noboa, com quem se reuniu durante uma visita ao país em 2025.
No Peru, última etapa do roteiro, o secretário de Estado se reunirá com a presidente Keiko Fujimori, que tomou posse em julho. Será a primeira visita oficial de Rubio ao país desde que assumiu o cargo.
A viagem ocorre junto ao avanço do Escudo das Américas, iniciativa dos Estados Unidos para compartilhar inteligência e coordenar ações contra o narcotráfico e o crime organizado. Lançada por Trump em março, a coalizão reúne 19 países.
Colômbia e Equador ampliaram a cooperação militar e de segurança com Washington. O Peru indicou interesse em participar da iniciativa. A estratégia americana prevê troca de informações e operações conjuntas contra organizações criminosas, incluindo ações contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico.
Aproximação política
A viagem ocorre em meio à aproximação entre o governo Trump e administrações latino-americanas de direita, que adotam posições semelhantes às de Washington em segurança, imigração e combate às drogas.
Na Colômbia, De la Espriella substituiu Gustavo Petro e retomou uma relação mais próxima com os Estados Unidos. O governo colombiano também ampliou as ações contra grupos armados e organizações criminosas. No Peru, a chegada de Keiko Fujimori aproximou Lima da agenda de segurança americana.
O Departamento de Estado afirmou que o governo Trump pretende construir uma região “segura, próspera e democrática”.








