SAXÔNIA-ANHALT — O partido de direita AfD lidera as pesquisas para as eleições deste domingo (6.set.2026) na Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha. A legenda tem entre 40% e 43% das intenções de voto e pode formar maioria no Parlamento regional e indicar o próximo governador.
Os eleitores vão escolher a nova composição do Parlamento e o chefe do Executivo estadual. O candidato da AfD é o deputado estadual Ulrich Siegmund, 35 anos. O diretório do partido na região é classificado desde 2023 pelo Departamento de Proteção da Constituição local como uma “organização extremista de direita confirmada”.
Siegmund ganhou projeção durante a pandemia de covid nas redes sociais e foi citado por participar de reuniões com pautas anti-imigração. O programa da AfD inclui mudanças no currículo escolar e a criação de patrulhas cidadãs nas áreas de educação e segurança.
O avanço do partido aumenta a pressão sobre o chanceler federal Friedrich Merz, da CDU (União Democrata-Cristã). O governo dele enfrenta baixa aprovação desde que assumiu o cargo, em 2025.
A Saxônia-Anhalt tem cerca de 2,1 milhões de habitantes e integra o território da antiga Alemanha Oriental. O Estado tem a menor renda per capita da Alemanha e desemprego acima da média nacional. Desde a reunificação, em 1990, perdeu população com a saída de jovens e a redução de postos de trabalho na indústria e na mineração. Os estrangeiros representam 7,9% da população local, ante 17% na média do país.
A CDU governa a região desde 2002, atualmente sob a liderança de Sven Schulze, que busca a reeleição. A sigla aparece cerca de 20 pontos percentuais atrás da AfD nas pesquisas locais.
No sistema parlamentarista alemão, um partido precisa de mais da metade dos assentos para governar sem alianças. Se legendas menores não superarem a cláusula de barreira de 5%, a AfD poderá obter maioria com cerca de 42,5% a 45,5% dos votos. As demais siglas não consideram uma coligação com o partido, o que pode levar a uma aliança entre CDU, SPD, Partido Verde e A Esquerda ou a um governo de minoria liderado por Schulze.








