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Política

AfD amplia discurso radical antes de eleição em Saxônia-Anhalt

Partido tenta conquistar maioria para governar o estado e defende medidas como deportações em massa e saída da União Europeia.

AfD amplia discurso radical antes de eleição em Saxônia-Anhalt
Foto: Annegret Hilse/Reuters

A Alternativa para a Alemanha (AfD) tenta obter uma maioria segura para indicar Ulrich Siegmund como ministro-presidente de Saxônia-Anhalt, em uma eleição que pode levar a extrema direita ao governo de um estado alemão pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O partido precisa superar as 39 cadeiras que as pesquisas apontam como certas para a legenda. A cláusula de barreira de 5% e a presença de mais siglas no Parlamento estadual podem dificultar a formação de uma maioria. A votação ocorre neste domingo (6).

Campanha com discurso de ruptura

Em um comício realizado em um terreno ao lado do rio Elba, apoiadores exibiam imagens de Siegmund e repetiam o slogan de que “tudo é possível”. O candidato também aparece em uma peça que o apresenta como o “homem mais perigoso da Alemanha”, referência subvertida a uma capa da revista Der Spiegel.

Siegmund ganhou espaço na AfD durante a pandemia, ao criticar as restrições impostas pelo governo. Em 2024, ele foi flagrado discutindo reimigração com empresários em uma reunião secreta em Potsdam. Dois anos mais tarde, Alice Weidel, colíder da legenda, usou o termo em um discurso embalado por Elon Musk, na véspera da eleição federal.

Criada por economistas em 2013, a AfD cresceu com pautas contra a imigração e com críticas ao ambientalismo, à transição energética e aos direitos de minorias. O partido também defende a deportação em massa, a proibição de professores expressarem opinião em sala de aula e a demissão de profissionais de saúde estrangeiros.

Entre as propostas estão ainda o fim do imposto de radiodifusão e a saída do euro e da União Europeia. Segundo o Instituto de Economia Alemã, apenas essas duas medidas poderiam custar € 690 bilhões (R$ 4,06 trilhões) nos primeiros cinco anos de uma eventual separação e eliminar 2,5 milhões de postos de trabalho.

Reação e memória histórica

A polícia alemã trabalha com a possibilidade de protestos e violência de ativistas e grupos extremistas caso o resultado esperado pela AfD não seja alcançado. O partido é criticado por manter um discurso radical e por não buscar uma moderação semelhante à adotada por Marine Le Pen, na França, e Giorgia Meloni, na Itália.

A AfD promete “zerar o passado da Alemanha”, em uma tentativa de afastar o peso histórico do experimento totalitário associado à ascensão de Adolf Hitler e do Partido Nazista. A proposta é apresentada como forma de livrar a geração atual da culpa pelo ocorrido ou pela possibilidade de repetir ideias semelhantes.

Para um eleitor de 23 anos que chegou ao comício de bicicleta, a legenda representa algo novo diante de políticos que, na avaliação dele, não mudaram o país. Ele preferiu não informar o nome.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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