SÃO PAULO — São Paulo reúne o maior número de adesões ao abaixo-assinado em defesa de André Mendonça, com 156.821 registros. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 65.580, enquanto Minas Gerais soma 49.884. Paraná e Santa Catarina têm, respectivamente, 35.076 e 26.906 assinaturas.
A mobilização, que apoia o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), alcançou 525.459 adesões até o início da tarde desta quinta-feira (17). A meta estabelecida pela plataforma é chegar a 1 milhão de assinaturas. Apenas nesta quinta-feira, 7.985 pessoas haviam participado do movimento.
Como funciona a mobilização
O abaixo-assinado declara apoio a Mendonça e defende a independência do Poder Judiciário, o Estado Democrático de Direito e o respeito às instituições previstas na Constituição. A plataforma se define como uma “iniciativa cidadã independente” e também classifica o movimento como uma “manifestação cidadã”.
De acordo com as informações disponíveis no site, os dados pessoais dos participantes não ficam expostos publicamente. A consulta mostra apenas os números totais de adesões, que são voluntárias e identificadas.
Relação com o caso Banco Master
A mobilização cresceu após a divulgação de informações obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Mendonça foi o relator da investigação que reuniu mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O material registra mais de 50 mensagens entre os dois e mostra que Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o Brasil antes da primeira prisão do ex-banqueiro, em novembro do ano passado.
Também consta do material que Moraes alterou o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci, sua mulher e advogada.
No início de setembro, Mendonça retirou o sigilo do conteúdo enviado pela Polícia Federal, determinou sua separação da investigação original e encaminhou os novos elementos à Procuradoria-Geral da República. O ministro defendeu ainda que o plenário do STF discutisse o caso em sessão pública e presencial.
Na terça-feira (15), o plenário examinou questões relacionadas aos procedimentos envolvendo Moraes e o caso Master. A análise foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino.







