São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Política

Bispos capuchinhos discutem como conciliar vida religiosa e governo diocesano

Assembleia em Assis reuniu aproximadamente 55 bispos capuchinhos para refletir sobre a atuação episcopal e os valores franciscanos.

Bispos capuchinhos discutem como conciliar vida religiosa e governo diocesano

Aproximadamente 55 bispos capuchinhos de diferentes regiões do mundo se reuniram de 9 a 13 de setembro, em Assis, na Itália, para discutir como conciliar a vocação franciscana com a responsabilidade de administrar dioceses, orientar o clero secular e atender os fiéis leigos.

O encontro ocorreu no contexto do Jubileu de São Francisco e da aproximação do 500º aniversário da Reforma Capuchinha. Participaram prelados da África, Ásia, América Latina, América do Norte, Europa e Indonésia, que compartilharam experiências pastorais e refletiram sobre o serviço à Igreja universal.

A ordem capuchinha tem mais de 74 bispos entre seus membros. Dados do Vaticano citados na assembleia indicam que há 5.525 bispos católicos no mundo: 4.332, ou 78,4%, são diocesanos formados no clero secular, enquanto 1.193, ou 21,6%, pertencem a institutos de vida consagrada.

Proximidade como princípio pastoral

Os participantes avaliaram como aplicar à administração das dioceses valores como oração contemplativa, vida fraterna, minoridade, pobreza e proximidade com o povo. Para o arcebispo emérito Andrés Stanovnik, de Corrientes, na Argentina, a proximidade, chamada de “vicinanza”, conecta a identidade capuchinha ao ministério episcopal.

Stanovnik afirmou que, embora o bispo precise assumir sua função hierárquica, a proximidade com as pessoas deve permanecer. Sem ela, o episcopado pode se tornar administrativo, e não pastoral. A reflexão incluiu a necessidade de preservar a atenção aos pobres e às pessoas comuns mesmo diante das exigências institucionais do cargo.

O arcebispo Jude Thaddaeus Ruwa'ichi, de Dar es Salaam, na Tanzânia, relacionou a Reforma Capuchinha, iniciada em 1528, ao retorno ao carisma original de São Francisco de Assis. Com 50 anos como frade e 27 anos como bispo em quatro dioceses da Tanzânia, ele destacou a importância de viver o carisma sem transformá-lo em uma prática rígida.

Ruwa'ichi também relatou que recebeu o apoio permanente de um confrade em seu trabalho episcopal. O religioso o acompanhava na convivência com o clero diocesano e exercia funções como confessor, motorista e secretário particular.

Apoio entre os bispos

O cardeal Seán Patrick O'Malley, arcebispo emérito de Boston, disse que a assembleia, organizada por iniciativa do ministro geral capuchinho, padre Roberto Genuin, e de seu conselho, ofereceu apoio aos bispos, muitos dos quais atuam em territórios de missão.

Segundo O'Malley, a troca de experiências ajuda os participantes a reconhecer que não estão sozinhos no ministério. Ele apontou a secularização crescente e as divisões sociais como desafios para os líderes da Igreja.

O cardeal também associou os temas de paz e unidade do pontificado do Papa Leão XIV a princípios franciscanos. Stanovnik afirmou que os bispos capuchinhos devem recuperar elementos da tradição da ordem, como a oração mental e contemplativa, a simplicidade comunitária, a proximidade com o povo e a pregação, para oferecê-los novamente à Igreja universal.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5