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Política

CCJ do Senado aprova proposta que amplia coordenação federal na segurança

Texto mantém a versão aprovada pela Câmara e pode ser levado ao plenário do Senado ainda nesta semana.

CCJ do Senado aprova proposta que amplia coordenação federal na segurança

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto concentra na União a definição de diretrizes para políticas de combate, principalmente, às facções criminosas.

A votação foi simbólica e durou cerca de dez minutos. O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da proposta, rejeitou as alterações apresentadas por outros senadores e manteve a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

Com a decisão, a PEC pode seguir para análise do plenário do Senado. A expectativa é que a discussão comece ainda nesta semana.

O que prevê a proposta

A PEC modifica regras constitucionais sobre segurança pública, defesa social, sistema penitenciário e atividade de inteligência. O texto estabelece um regime jurídico mais rigoroso para integrantes e líderes de organizações criminosas, facções, milícias privadas e grupos paramilitares.

A proposta também amplia a atuação da Polícia Federal em crimes interestaduais e permite que a Polícia Rodoviária Federal opere em rodovias, ferrovias e hidrovias federais. Entre as medidas estão ainda a possibilidade de criação de polícias municipais e a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição.

O texto cria o Sistema de Políticas Penais, reforça fundos nacionais voltados à segurança pública e ao sistema penitenciário e prevê corregedorias e ouvidorias autônomas. Também estabelece aumento dos recursos destinados às duas áreas.

Disputa sobre competências

A PEC foi apresentada há dois anos e recebeu críticas da oposição e de governadores contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles afirmaram que a proposta poderia retirar dos estados atribuições sobre segurança pública e gestão das polícias.

O governo passou a sustentar que a medida não interfere na autonomia estadual e que a União atuará na integração do combate às facções criminosas.

A proposta é tratada como uma das principais bandeiras do governo Lula para a eleição presidencial deste ano. O presidente afirmou que criará o Ministério da Segurança Pública após a aprovação definitiva da PEC.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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