O Kwai planeja combater redes de contas coordenadas e conteúdos de risco durante as eleições gerais de 2026. As medidas fazem parte de um plano de conformidade eleitoral apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto.
O documento define ações contra o chamado CIB (Comportamento Inautêntico Coordenado), que ocorre quando contas são usadas em conjunto para manipular a distribuição, o engajamento ou a percepção sobre conteúdos político-eleitorais. Entre os sinais analisados estarão perfis falsos sincronizados, contas automatizadas, mudanças bruscas de comportamento e reprodução em massa de publicações.
As respostas previstas incluem redução de alcance, aplicação de rótulos, suspensão de monetização ou impulsionamento e limitação de funcionalidades. Nos casos estabelecidos em lei, também poderão ocorrer suspensão ou remoção de perfis. Situações com potencial de afetar a integridade eleitoral serão comunicadas ao TSE. Dados que possam comprometer investigações ou a segurança das medidas poderão ser preservados ou anonimizados.
Análise e distribuição de conteúdos
A plataforma combinará sistemas automatizados, revisão humana e monitoramento contínuo para localizar materiais considerados de risco. A análise levará em conta denúncias de usuários, contexto eleitoral, termos e hashtags, padrões de circulação e solicitações oficiais.
Publicações que violem as regras poderão ter o alcance reduzido no feed “Para Você” e nas buscas. Também poderão sofrer limitações de compartilhamento e download. Em casos de maior risco, o Kwai prevê revisão prioritária e medidas temporárias de contenção.
A empresa manterá ainda uma parceria com a AFP Checamos, serviço de verificação de fatos da AFP (Agence France-Presse), para examinar conteúdos noticiosos em português com potencial de desinformação.
Relação com a Justiça Eleitoral
O LERT, área de Risco e Resposta do Kwai responsável pelas demandas eleitorais, funcionará 24 horas por dia durante o período eleitoral. O setor poderá remover publicações, suspender perfis por determinação judicial e preservar ou fornecer dados.
As solicitações serão cadastradas em um sistema interno, com registro de prazos e providências. Para pedidos prioritários de candidaturas e partidos, o atendimento está previsto entre 4 a 24 horas. O plano também prevê a divulgação gratuita de conteúdos informativos quando houver determinação da Justiça Eleitoral, por meio de campanhas sem investimento financeiro.








