A crise familiar com o senador Cid Gomes levou Ciro Gomes a buscar acompanhamento psicológico pela primeira vez, afirmou o candidato ao governo do Ceará pelo PSDB. Em entrevista à TV Sertão na 6ª feira (4.set.2026), ele relatou que o conflito afetou o sono e o estado emocional.
“Não tenho vergonha de dizer, procurei ajuda”, declarou Ciro. O político contou que passou a ter insônia e que, em alguns momentos, chorava ao se lembrar do que chamou de “amargura da ingratidão e da traição” do irmão.
O afastamento ocorreu durante as eleições de 2022, em meio a divergências sobre a disputa pelo governo do Ceará e sobre a relação do PDT com o PT. Cid apoiava a candidatura da então governadora Izolda Cela, do PSB e, naquele período, também integrante do PDT. Ciro defendia Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, pelo União Brasil, que à época estava no PDT.
Após o rompimento, Cid não participou da campanha presidencial de Ciro e apoiou Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno. Ciro afirmou que escolheu não fazer críticas públicas ao irmão e passou a considerar o episódio encerrado.
“Faço de conta que ele não existe”, disse. De acordo com Ciro, o acompanhamento psicológico e o apoio da mulher, Gisele, ajudaram na recuperação da “paz no coração” que havia perdido. Ele é candidato ao governo do Ceará pelo PSDB.








