Oto de Sá Cavalcante morreu em 28 de junho, aos 80 anos. A causa não foi divulgada pela família. Ele deixa a mulher, Margarida, com quem foi casado por 48 anos, cinco filhos e oito netos.
Nascido em Fortaleza (CE), Oto conciliou a formação em engenharia civil com a atuação na educação. Aos 17 anos, ingressou no curso da Universidade Federal do Ceará (UFC), seguindo um desejo antigo do pai, Ari de Sá Cavalcante. Dois anos depois, começou a dar aulas de matemática na escola fundada por Ari.
Expansão dos negócios
Após a morte precoce do pai, Oto assumiu a direção da escola ao lado da mãe, Maria Hildete, e de um dos irmãos. Ele era o mais velho entre os cinco filhos do casal.
Em 2001, depois de uma reestruturação nos negócios da família, fundou o Colégio Ari de Sá Cavalcante. A instituição tem hoje seis unidades no Ceará e cerca de 8.000 alunos, da educação infantil ao pré-vestibular.
Oto também investiu na construção civil, foi diretor-presidente do Centro Universitário Ari de Sá (Uniari) e presidiu o conselho de administração da Arco Educação. A plataforma de educação básica e gestão escolar foi fundada em 2006 por seu filho, Ari de Sá Neto.
Em nota, a Arco afirmou que Oto foi um guardião da qualidade e da disciplina. A empresa disse que a liderança dele ajudou a terceira geração a expandir a operação nacionalmente e a transformar o negócio na maior plataforma de educação básica da América Latina, que hoje apoia a formação de 4 milhões de estudantes.
Família e interesses
O filho descreveu Oto como um professor e orientador dedicado à educação. Ele também o definiu como “um visionário, que acreditou no poder transformador da educação”.
Mesmo ligado ao ensino, Oto manteve a engenharia como parte de sua rotina. Segundo o filho, ele acompanhava obras nas escolas e pensava na relação entre os espaços e os alunos, em uma aplicação da engenharia à educação.
Torcedor do Ceará, gostava de música, literatura, filosofia e biografias. Entre os artistas que ouvia estavam Frank Sinatra, Tom Jobim, Roberto Carlos e Luciano Pavarotti. Também apreciava autores como Machado de Assis, Khalil Gibran e Rainer Maria Rilke.
Na vida familiar, gostava de levar os filhos para conhecer a natureza e o mar, andar de buggy e viajar com eles e Margarida.








