A coligação “Brasil Pronto Pra Mais” apresentou 20 pedidos de direito de resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações atribuídas ao PL e ao candidato Flávio Bolsonaro no Instagram. As ações foram encaminhadas ao presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.
Os partidos afirmam que os conteúdos associam Luiz Inácio Lula da Silva a crimes, corrupção e investigações envolvendo terceiros. Para a coligação, as postagens atacam a honra do candidato e podem levar eleitores a conclusões erradas com materiais falsos ou manipulados.
Os pedidos são assinados pelo PT em conjunto com PC do B, PV, PSB, PDT e a federação Psol-Rede. A defesa sustenta que perfis ligados ao PL usaram inteligência artificial e mídias sintéticas para produzir acusações contra Lula.
Entre os exemplos citados estão vídeos que simulam questionários sobre corrupção e associam o presidente a crimes. Os advogados também afirmam que foram divulgadas animações produzidas por computador sem aviso sobre o uso da tecnologia.
Conteúdos contestados
A coligação questiona ainda publicações que, segundo os partidos, alteram imagens reais com edições e cortes fora de contexto. Um dos vídeos teria modificado declarações de Lula e repetido trechos em looping para criar memes de deboche sobre a inflação e o preço dos alimentos.
Outro conteúdo mencionado relaciona Lula a inquéritos envolvendo Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, seu primogênito. A defesa afirma que a associação foi feita sem prova ou denúncia, com base em ilações e acusações genéricas. Uma das publicações dizia: “A maçã realmente não cai longe da árvore… ela só cai direto na mira da PF”.
Além do direito de resposta, a coligação pede que os materiais sejam retirados do ar. Também solicita a publicação de notas de esclarecimento nos perfis do PL e de seus candidatos. Pelo pedido, as notas deverão permanecer disponíveis pelo dobro do período em que os conteúdos questionados ficaram publicados.








