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Política

Defesa de Felipe Vorcaro pede liberdade e retorno de investigação a Mendonça

Advogados dizem que inquérito não cita ministros do STF e que prisão preventiva já dura 90 dias sem reavaliação.

Defesa de Felipe Vorcaro pede liberdade e retorno de investigação a Mendonça

A defesa de Felipe Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva e o retorno de parte das investigações ao ministro André Mendonça. O pedido foi apresentado nesta 2ª feira (21.set.2026), em uma petição de 3 páginas.

Os advogados afirmam que o inquérito usado para fundamentar a prisão não cita ministros do Supremo Tribunal Federal. Por isso, segundo a defesa, o caso deveria voltar ao relator original. O documento trata da Pet 15.873, investigação que envolve Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, e o senador Ciro Nogueira.

O advogado Alberto Zacharias Toron disse que Fachin paralisou a análise de um pedido de revogação da prisão que estava sob apreciação de Mendonça. A defesa também afirma que já se passaram 90 dias desde a prisão de Felipe Vorcaro sem uma reavaliação da medida pelo relator.

Em 12 de setembro, Fachin determinou que Mendonça encaminhasse à presidência do STF as investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social. Fachin nega ter assumido a condução dos processos.

A petição sustenta que a suspensão da Pet 15.873 não deveria impedir o andamento de pedidos apresentados por pessoas presas. A defesa afirma ainda que a análise da prisão de Felipe Vorcaro não pode depender de controvérsias em outros procedimentos, relacionados a fatos e pessoas diferentes.

Pagamentos a Ciro Nogueira

A Polícia Federal aponta que Felipe Vorcaro teria operacionalizado pagamentos mensais ao senador Ciro Nogueira. Os repasses teriam começado em R$ 300 mil e chegado a R$ 500 mil.

Mensagens interceptadas mostram Felipe questionando Daniel Vorcaro sobre a continuidade dos pagamentos e relatando dificuldades de fluxo de caixa. Para a investigação, a parceria mencionada nas mensagens seria um arranjo financeiro e societário para viabilizar os repasses.

A assessoria de Ciro Nogueira afirmou, no dia 7 de maio, que o senador não participou de atividades ilícitas nem dos fatos investigados. Também disse que medidas investigativas baseadas em troca de mensagens, especialmente por terceiros, podem ser precipitadas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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