PONTA GROSSA — A visita de Flávio Bolsonaro a Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, foi autorizada por Alexandre de Moraes. O encontro ocorreu na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, onde Martins cumpre pena de 21 anos por participação na tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
Após a visita, o senador e candidato do PL à Presidência criticou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal. Flávio afirmou que Moraes teria usado o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos e repetido esse procedimento contra pessoas de direita e contra o ministro André Mendonça.
“O próprio Alexandre de Moraes é flagrado editando o contrato da sua esposa com um investigado que é o Vorcaro e nada acontece com ele”, declarou Flávio. Ele também disse ter ido à unidade prisional para apoiar Martins, a quem chamou de amigo, e contestou a existência da minuta que teria sido associada à condenação do ex-assessor.
O senador estava acompanhado de Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná, e de Filipe Barros, candidato ao Senado. Martins foi preso preventivamente em 2 janeiro, durante a investigação sobre a tentativa de golpe. A prisão foi determinada por Moraes sob a alegação de descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo.
Durante o período de prisão, Martins foi transferido em 6 de janeiro para o Complexo Médico Penal, no Paraná. A defesa afirmou que a mudança ocorreu por características da unidade de Ponta Grossa, considerada local provisório de passagem, e não por decisão do preso.
Moraes determinou o retorno de Martins à cadeia de Ponta Grossa em 28 de fevereiro e manteve a decisão em 6 de março. Os advogados recorreram. O ex-assessor também foi condenado pela Corte a 21 anos de prisão no processo sobre a tentativa de golpe. Segundo a acusação, ele fazia parte do núcleo que articulou medidas para contestar e tentar reverter o resultado das eleições de 2022.








