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Política

Gilmar critica vídeo de Mendonça e relaciona crise do STF à Lava Jato

Ministro afirmou que colega buscou apoio popular e voltou a defender o procurador-geral Paulo Gonet após divulgação de relatório sem sigilo.

Gilmar critica vídeo de Mendonça e relaciona crise do STF à Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes criticou um vídeo publicado por André Mendonça e afirmou que o colega tentou obter ganhos políticos com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Na postagem feita na quinta-feira (17), também defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Mendonça aparece em um vídeo de 28 segundos agradecendo mensagens de oração e apoio. Para Gilmar, a manifestação indicaria que o ministro buscava respaldo popular em um episódio no qual, segundo ele, não havia fundamento contra Gonet. Gilmar chamou o colega de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.

A discussão envolve a retirada do sigilo de um relatório sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O nome de Gonet é mencionado no documento. Gilmar afirmou que a divulgação prejudicou injustamente a reputação do procurador-geral.

Na sessão de terça-feira (15), Mendonça disse que a presença de “Paulo e Andrei” em mensagens encontradas no celular de Vorcaro levou à busca pelo destinatário, que chegou a Moraes. O ministro afirmou que o conteúdo poderia não revelar nada, mas também poderia trazer informações relevantes.

Gonet interpretou a manifestação como um reconhecimento de que não existiam suspeitas de ilícito contra ele. Gilmar sustentou que o próprio relator havia reconhecido, durante o julgamento, a regularidade da conduta do procurador-geral.

O ministro também retomou críticas à Operação Lava Jato. Citou o senador Sergio Moro, que era juiz, e o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, então procurador, ao afirmar que vazamentos seletivos teriam sido usados para criar fatos antes de ações penais e influenciar a opinião pública.

Gilmar comparou o episódio atual a decisões da Lava Jato que, segundo ele, ocorriam perto de eleições. Mendonça retirou o sigilo em 1º de setembro, uma semana antes do feriado da Independência. Para Gilmar, a data reforçaria a intenção de obter dividendos políticos, prejudicar reputações e intimidar opositores.

Em 2021, Gilmar votou pelo reconhecimento da suspeição de Moro no processo do tríplex de Lula. Em 2024, declarou que a Lava Jato havia causado “mal enorme às instituições”. Ao final da publicação, prestou solidariedade a Gonet e afirmou que instituições sérias devem respeitar o devido processo desde o primeiro ato.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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