A Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, pagou quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) durante a produção do filme. Os pagamentos ocorreram entre agosto e novembro de 2025 e somaram R$ 136.868.
Os registros foram obtidos a partir da quebra de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na 6ª feira (11.set.2026). Os documentos apontam os seguintes valores e datas:
- R$ 32.604,39, relativos à fatura de 25 de agosto de 2025, quitada em 22 de agosto;
- R$ 34.164,08, referentes à fatura de 25 de setembro, paga no mesmo dia;
- R$ 33.242,21, relativos à fatura de 25 de outubro, paga em 21 de outubro;
- R$ 36.857,35, referentes à fatura de 25 de novembro, quitada em 19 de novembro.
Frias atua como roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, longa sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Investigação
A produção passou a ser investigada depois de informações de que teria recebido recursos ligados a Daniel Vorcaro, banqueiro e ex-dono do Banco Master. Ele está preso em Brasília por fraudar a carteira de crédito da instituição.
Na 5ª feira (10.set), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no inquérito sobre o financiamento do filme. Frias e Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, foram alvos da operação.
A PF investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema. Entre os crimes sob suspeita estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Frias chamou a operação de “cortina de fumaça”, negou irregularidades e afirmou que colaborará com a investigação.
Existem dois inquéritos sobre o filme no STF. Flávio Dino apura possível uso irregular de emendas e recursos públicos. André Mendonça investiga repasses de Daniel Vorcaro que teriam sido feitos a pedido de Flávio Bolsonaro (PL).








