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Política

Tom Goodhead é contratado pelo BGI para ação de Mariana em Londres

Advogado deixou o PG após ser afastado da liderança; BGI e antigo escritório disputam a representação das vítimas.

Tom Goodhead é contratado pelo BGI para ação de Mariana em Londres

O escritório BGI (Bailey Glassler International) contratou o advogado Tom Goodhead para representar brasileiros na ação contra a mineradora BHP na Justiça inglesa. O anúncio foi feito na 5ª feira (17.set.2026).

Goodhead deixou o escritório Pogust Goodhead (PG), que leva seu nome, depois de ser afastado do cargo de CEO em agosto de 2025. Ele havia fundado o escritório e saiu da sociedade em setembro de 2025.

A ação trata do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), em 2015. Em novembro de 2025, o Tribunal Superior de Londres decidiu que a BHP é culpada pelo desastre. A BHP e a Vale são donas da Samarco.

Disputa pela representação

O PG foi o único representante das vítimas no julgamento de novembro de 2025. Agora, BGI e PG disputam a condução do caso. Uma audiência marcada para 5 e 6 de outubro de 2026 ouvirá representantes dos escritórios na Justiça inglesa.

A ação tinha inicialmente 420 mil vítimas, entre prefeituras, associações e pessoas. A estimativa é de que 380 mil continuem no litígio em Londres. Pessoas que aderiram ao acordo firmado no Brasil com a Samarco terão de deixar a ação na Inglaterra.

O julgamento das indenizações começará em abril de 2027 e deverá durar vários anos. O valor total estimado é de £ 36 bilhões (R$ 246 bilhões).

Além de Goodhead, o BGI contratou 4 advogados que foram sócios do PG e outros 2 que atuaram no caso.

Em nota, o PG afirmou que Goodhead “não é vítima” e disse que ele deixou o escritório após preocupações com a administração financeira do caso, incluindo o uso de dinheiro do escritório e dos financiadores para fins pessoais. O BGI afirmou que a mudança não prejudica a ação.

O PG também declarou que a disputa pode afetar as vítimas. A CEO Alicia Alinia afirmou que desorganizar a estrutura jurídica, financeira, securitária e operacional construída ao longo dos anos coloca em risco o julgamento previsto para abril de 2027.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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