O advogado Fábio Pagnozzi renunciou à defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (17), na ação penal relatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Uma fonte familiarizada com o caso afirmou que Zambelli procurou Pagnozzi por ele ser conhecido de seu marido, o coronel da reserva da Polícia Militar Antônio Aginaldo de Oliveira. Ainda conforme o relato, a ex-deputada disse que não poderia pagar os honorários e propôs que o advogado a representasse em troca de apoio político.
Pagnozzi é filiado ao Novo e pretende disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo. Rita Zambelli (PL), mãe de Carla, também lançou candidatura ao cargo com apoio dele. Após a cobrança, Carla Zambelli teria escolhido Eduardo Maurício para substituí-lo.
Em entrevista, Pagnozzi afirmou: “Trabalhei para Zambelli e o marido dela até hoje sem receber, por acreditar na causa. Venci os processos.”
No documento de renúncia, o advogado anexou notícias sobre a substituição e alegou a existência de um “intransponível óbice ético”. Ele também citou o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Processos envolvendo Zambelli
Carla Zambelli foi condenada em 16 de maio de 2025 a 10 anos de prisão por contratar Walter Delgatti Neto para invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um mandado de prisão falso com Alexandre de Moraes como emissor e alvo.
Nove dias depois da condenação, antes do trânsito em julgado, Zambelli deixou o Brasil. Ela passou pela região de Foz do Iguaçu (PR), seguiu para Puerto Iguazú, na Argentina, depois para Buenos Aires, Miami e Itália.
Em 7 de junho, Moraes pediu a extradição da ex-deputada ao governo italiano. Ela foi presa pouco mais de 50 dias depois, após ser incluída na lista de Difusão Vermelha da Interpol. A Corte de Cassação italiana rejeitou definitivamente o pedido brasileiro nesse processo.
Zambelli também foi condenada em 22 de agosto de 2025 a 5 anos e 3 meses por perseguir um homem com uma arma de fogo em 29 de outubro de 2022, em São Paulo. Nesse caso, a Corte de Cassação determinou um novo julgamento e apontou falta de informações concretas sobre a capacidade da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, de garantir o acompanhamento médico necessário.








