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Política

Cinco sinais de comportamento colocam partidos em uma nova régua política

Levantamento combina votações, frentes, alianças, migrações partidárias e doações para comparar 29 siglas brasileiras.

Cinco sinais de comportamento colocam partidos em uma nova régua política

O GPS Partidário 2026 compara 29 siglas brasileiras pela forma como atuam na política, e não apenas pelo posicionamento que declaram. A régua reúne cinco medidas: votações no Congresso, frentes parlamentares, coligações, trocas de partido e doações eleitorais.

A análise examinou 1.097 votações, 320 frentes, 11,2 mil mudanças de sigla, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores. O PCO (Partido da Causa Operária) ficou fora porque não elegeu deputado, não dividiu chapa com outra legenda e não alcançou os cortes mínimos de trocas partidárias e doadores.

O que aproxima ou distancia as siglas

Os resultados mostram PT e PSOL no lado esquerdo das cinco medições, enquanto PL e Novo aparecem na direita. União e PSB ficam próximos das respectivas pontas, e MDB e PSD permanecem no centro da ordem geral.

A régua composta vai do PSTU, em 1, ao Novo, em 98. Os cortes usados para separar os campos foram definidos com apoio de um levantamento acadêmico que atribuiu notas aos partidos. O centro começa em 4,5 e a direita, em 7 na escala desse estudo. Na régua do GPS, os limites ficam em 37,2, entre PDT e MDB, e 58,8, entre Mobiliza e PP.

A posição final é calculada pela média dos rankings obtidos nas cinco medidas. Embora cada indicador tenha um viés — como o governismo nas votações ou a conveniência local nas alianças —, a ordem dos partidos muda pouco entre as diferentes bases.

Votos e frentes revelam mapas diferentes

Na Câmara dos Deputados, foram consideradas 1.097 votações nominais da legislatura iniciada em janeiro de 2023, com participação acima de 10%. O bloco formado por PT, PSOL, PCdoB e PSB reúne 121 deputados; o chamado centrão, com União, PSD, Republicanos, MDB e PP, tem 302; PL e Novo somam 142.

Em 91,5% dos casos, os deputados votaram conforme a orientação do líder partidário. O dado faz com que a régua do plenário registre também a relação de cada sigla com o governo. No governo de Lula, o centrão aparece mais próximo da esquerda nesse indicador.

As frentes parlamentares mostram outra dimensão. PT e PL ocupam lados opostos em temas como direitos LGBTQIA+, aborto, armas, ambiente e mercado. Já MDB, PSD, PP, União, Republicanos e Podemos podem aparecer à esquerda nas votações e à direita nas assinaturas, porque votam com o governo e aderem a causas próximas de suas posições.

Alianças, migrações e doações

Nas eleições, Mobiliza e Avante formam mais alianças entre si do que o tamanho das siglas faria prever. PT e PL dividem chapas em proporção muito menor que a esperada, enquanto Novo e PT não compartilharam nenhuma.

Entre 21,4 mil candidaturas em eleições consecutivas, 11,2 mil trocaram de partido. Desde 2022, 176 candidatos deixaram o PT, principalmente rumo ao PDT e ao PSB. Do União Brasil saíram 763; 106 foram para o PL.

As doações de pessoas físicas também ajudam a medir proximidade. Foram 1,4 milhão de doações declaradas nas eleições de 2022 e 2024, feitas por 1,1 milhão de CPFs e somando R$ 2,1 bilhões. Entre os 47 mil doadores que contribuíram para mais de uma sigla, PT e PL tiveram 440 doadores em comum, ante 2.600 previstos pelo sorteio; PSOL e PT tiveram 3.500, contra 560 esperados.

O GPS está em sua terceira edição e usa dados da Câmara dos Deputados e do TSE. A análise é feita em R, com código aberto e reproduzível.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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