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Política

GPS Partidário combina cinco métricas e mantém Novo e PSTU nas pontas do mapa

A edição de 2026 analisou votos, frentes, trocas de partido, coligações e doações para ordenar 29 siglas.

GPS Partidário combina cinco métricas e mantém Novo e PSTU nas pontas do mapa
Foto: Marcos Oliveira/Marcos Oliveira/Agência Senado

O GPS Partidário de 2026 coloca o Novo na posição mais à direita e o PSTU na mais à esquerda entre os 29 partidos analisados. A classificação resulta da média de cinco rankings construídos com dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Câmara dos Deputados.

A metodologia considera 1.097 votações, 320 frentes parlamentares, 11,2 mil trocas de sigla, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores. O PCO (Partido da Causa Operária) ficou fora porque não elegeu deputado, nunca dividiu chapa e não atingiu os cortes mínimos de trocas e doadores.

Votos e frentes parlamentares

O primeiro ranking mede o comportamento dos deputados em votações realizadas de janeiro de 2023 a julho de 2026. Foram considerados 565 parlamentares presentes em ao menos 10% das sessões, incluindo suplentes. Nas 1.097 votações, 91,5% dos votos seguiram a orientação do líder partidário.

Na maior parte dos casos, o bloco da esquerda e o centrão votou com o governo, reunindo 423 deputados, contra 142 da oposição. Nessa métrica, o PT aparece como o partido mais à esquerda, enquanto o Avante é a sigla de centro mais próxima desse campo. O Novo tem um deputado, abaixo do piso de três exigido para formar uma posição partidária, e não aparece nessa régua.

Entre os deputados, Julia Zanatta (PL-SC) ocupa a extremidade direita, seguida por Gustavo Gayer (PL-GO). Padre João (PT-MG) está na ponta esquerda, seguido por Lenir de Assis (PT-PR).

A segunda métrica avalia as assinaturas em 320 frentes. Temas ligados a renda, minorias e ambiente concentram partidos de esquerda; mercado, armas, agro e costumes reúnem siglas de direita. PSD, Republicanos e União aparecem dos dois lados em proporções semelhantes.

Trocas, alianças e doações

Desde 2022, 176 candidatos deixaram o PT. Os destinos mais frequentes foram PDT, com 23, e PSB, com 22. Do União Brasil saíram 763 candidatos; o PL recebeu 106, seguido por Podemos, com 76, e Republicanos, com 75.

A régua de coligações inclui 15.361 chapas municipais de 2024 e 278 chapas majoritárias de 2026. PT e PL quase não formaram chapas juntos, enquanto Novo e PSOL não dividiram nenhuma no período. O PSTU participou de 53 chapas; em 52 delas concorreu sozinho.

O indicador de doações reúne 1,4 milhão de contribuições feitas nas eleições de 2022 e 2024 por 1,1 milhão de CPFs, totalizando R$ 2,1 bilhões. As doações de 2026 ficaram fora porque os dados eram parciais. Entre PT e PL, havia 440 doadores em comum, contra 2.600 previstos pelo modelo de comparação; entre PSOL e PT, foram 3.500, acima dos 560 esperados.

O GPS não usa as expressões extrema direita ou extrema esquerda. A escala mede a proximidade entre partidos, e não o uso ou a defesa da violência como método político. Nas cinco réguas, PSOL e PT permanecem à esquerda, PL e Novo à direita, e MDB e PSD no centro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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