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Política

Mapas do IBGE reposicionam o Hemisfério Sul e trazem dados de biodiversidade

Coleção gratuita reúne três edições com o Brasil no centro, o Sul no topo e diferentes marcos institucionais entre 2024 e 2026.

Mapas do IBGE reposicionam o Hemisfério Sul e trazem dados de biodiversidade

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) disponibilizou uma coleção de mapas-múndi que usa a projeção Equal Earth, criada para representar com maior fidelidade as proporções de área dos continentes. A série também reposiciona o Hemisfério Sul na parte superior e mantém o Brasil no centro das representações.

O acesso gratuito aos arquivos foi liberado na 2ª feira (7.set.2026), durante as celebrações do Dia da Independência do Brasil. O material está na loja virtual do instituto. É preciso criar um cadastro ou entrar em uma conta existente para fazer o download. Também há versões impressas disponíveis para compra.

Três edições

A coleção é formada por 3 mapas, produzidos entre 2024 e 2026 para marcar compromissos institucionais e eventos internacionais. O 1º, de 2024, centralizou o Brasil no globo e rompeu com o modelo eurocêntrico tradicional. A divulgação ocorreu durante a presidência brasileira do G20.

Em 2025, o 2º mapa preservou a posição central do país e passou a exibir o Hemisfério Sul no topo. O lançamento fez parte das ações do Brasil no comando do Brics.

A edição de 2026, chamada “Riqueza de Espécies 2025”, manteve o Brasil centralizado e o Sul na parte superior. O mapa acrescentou informações sobre a distribuição da biodiversidade global e abriu as celebrações dos 90 anos do IBGE.

Resolução da ONU

Na 6ª feira (4.set), a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou uma resolução favorável ao uso da projeção Equal Earth. A decisão validou internacionalmente a iniciativa, mas não tornou seu uso obrigatório.

Para o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a projeção e a mudança na orientação mostram que os mapas envolvem escolhas técnicas e políticas. Maria do Carmo Bueno, diretora de Geociências do instituto, afirmou que a decisão reforça a discussão sobre representações cartográficas com maior equilíbrio na apresentação do planeta.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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