SÃO PAULO — Mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que Alexandre de Moraes manteve diálogos informais com Daniel Vorcaro no dia da prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025. Vorcaro era dono do liquidado Banco Master e foi preso durante a operação Compliance Zero, sob suspeita de fraudes bilionárias.
De acordo com as investigações, o banqueiro buscava informações privilegiadas ou ajuda para evitar a prisão. Em uma das mensagens preservadas, Vorcaro pergunta se havia alguma novidade ou algo a “bloquear”. Moraes negou os contatos e classificou as informações como mentiras destinadas a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigadores afirmam que o ministro usava um recurso de visualização única, que apaga o conteúdo depois da leitura. Isso dificultou a recuperação integral das mensagens, enquanto as conversas enviadas por Vorcaro foram preservadas.
No mês passado, André Mendonça, relator dos processos relacionados ao caso no STF, pediu a abertura de uma investigação sobre Moraes. O episódio é apontado como o centro de uma crise na Corte.
Outra frente apura um contrato de R$ 129 milhões firmado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, para defender os interesses do Banco Master. A advogada afirmou que o escritório foi contratado para prestar serviços de compliance, conjunto de regras voltadas à ética e à legalidade da empresa.
Na tarde deste domingo (4), Moraes votou em um colégio do Jardim Paulistano, na Zona Oeste de São Paulo. Ele aguardou na fila com outros eleitores, conversou com mesários e deixou o celular com os responsáveis pela seção antes de entrar na cabine. O ministro não falou com a imprensa. Embora more em Brasília, tem domicílio eleitoral na cidade.









