São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Política

Kássio Marques cita voto pela prisão de Vorcaro ao defender imparcialidade

Ministro negou contato com o fundador do Banco Master e afirmou que seu filho nunca prestou serviços nem recebeu pagamentos da instituição.

O ministro Kássio Nunes Marques afirmou nesta 3ª feira (15.set.2026) que seus votos em processos relacionados a Daniel Vorcaro comprovam sua independência no caso envolvendo o Banco Master. Ele citou a decisão pela confirmação da prisão do empresário, do pai dele e de outras pessoas investigadas.

“Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção, e a minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi”, declarou Kássio durante a sessão do Supremo Tribunal Federal que avalia se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Vorcaro.

Kássio também negou ter trocado mensagens com o fundador do banco. “Eu nunca troquei nenhuma mensagem, não há registro de nenhuma mensagem minha com Daniel Vorcaro”, afirmou.

Declarações sobre o Banco Master

O ministro disse que nunca julgou processo relacionado ao Banco Master. Também negou que seu filho, Kevin Nunes Marques, tenha prestado serviços ou recebido pagamentos da instituição.

Documentos da Comissão de Valores Mobiliários mostraram que os investimentos de Kevin em fundos passaram de R$ 5 milhões para R$ 27 milhões em 2025. Kássio afirmou que seu sigilo bancário já foi quebrado e que os dados permitem verificar as informações relacionadas a ele.

“Não adianta se especular de outra forma, porque, se o sigilo já foi quebrado, contra fatos não existem argumentos”, disse.

Na mesma sessão, Kássio se declarou impedido de participar do julgamento sobre Moraes. Ele preside o Tribunal Superior Eleitoral e afirmou que o caso pode afetar o cenário político-eleitoral. O ministro também disse não se sentir confortável para votar a 19 dias das eleições.

Julgamento no Supremo

Os ministros analisam se a Polícia Federal poderá prosseguir com apurações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. O caso foi levado ao plenário pelo relator, ministro André Mendonça, depois que um relatório indicou uma interlocução entre os dois e contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes.

O relatório foi tornado público em 1º de setembro e afirma que Vorcaro pediu a interferência do magistrado nas investigações antes da prisão do empresário, em 17 de novembro de 2025.

A Procuradoria Geral da República afirmou, em manifestação de 1º de setembro, que o procedimento da PF era inválido porque Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da própria PF. Também apontou que uma investigação contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário e deveria ser encaminhada à Presidência do Tribunal.

Mendonça é alvo de um pedido de Moraes para ser investigado por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcou para 23 de setembro o julgamento separado desse caso.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5