O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello criticou a possibilidade de a Corte adiar para depois das eleições a análise das investigações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Para ele, a demora “só aumentará a sangria do Supremo”.
Mello disse que o STF não deve considerar a proximidade do calendário eleitoral ao decidir se tomará alguma iniciativa. O 1º turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro, e o 2º turno, para 25 de outubro.
Sessão pública
A declaração foi dada nesta 3ª feira (8.set.2026), mesmo dia em que Mello comentou uma carta assinada por 13 ex-integrantes do Supremo. O documento pede “rigorosa apuração” dos casos, sem mencionar os nomes dos ministros.
Carlos Velloso, também ministro aposentado do STF, havia procurado Mello para que ele assinasse a carta. Mello afirmou que não aderiu porque já vinha se manifestando sobre o assunto. Para ele, a manifestação do grupo reforça a necessidade de uma sessão pública do plenário.
O ministro aposentado não informou qual decisão considera adequada para os dois casos. Ainda assim, declarou admirar André Mendonça e disse estar arrependido de ter apoiado, em 2017, a indicação de Alexandre de Moraes para o STF.
Investigações
Mendonça tornou público, em 1º de setembro, o conteúdo das investigações sobre o Master. O material inclui 52 mensagens de Daniel Vorcaro, fundador do banco, para o celular de Moraes. As respostas não aparecem.
Moraes incluiu Mendonça na 5ª feira (3.set) no inquérito das fake news, aberto há 7 anos. Edson Fachin, presidente do STF, retirou Mendonça da investigação na 6ª feira (4.set) e determinou que a inclusão será analisada.
Fachin pediu manifestações sobre a investigação de Moraes até 6ª feira (11.set) e, no caso de Mendonça, até 21 de setembro. Se os casos forem examinados em conjunto, a análise deverá ocorrer depois de 22 de setembro, a 12 dias do 1º turno.







