SÃO PAULO — Uma foto de uma mulher limpando pichações na entrada da Estação Trianon-Masp do Metrô foi identificada como parcialmente manipulada por inteligência artificial. A imagem foi registrada após o ato pró-Lula realizado na Avenida Paulista no último domingo (11.out.2026) e viralizou nas redes sociais.
A análise foi feita pela Signaip, plataforma brasileira de verificação de autenticidade digital. O exame indicou 84% de probabilidade de que a imagem da trabalhadora tenha sido alterada por meios sintéticos.
O que foi alterado
A perícia apontou que a imagem não foi criada integralmente por inteligência artificial. O cenário da estação teria sido preservado a partir de uma fotografia verdadeira, enquanto a figura da mulher teria sido inserida posteriormente.
Na avaliação do fundo, a foto original, que mostra os vidros da estação pichados, apresentou 10% de probabilidade de alteração por IA. Para a análise, esse resultado indica que o ambiente retratado é autêntico, e que a principal intervenção ocorreu na inclusão da trabalhadora.
Caroline Nunes, fundadora da InspireIP, empresa responsável pelo desenvolvimento da Signaip, afirmou que o índice de 84% está relacionado à composição da imagem. Segundo ela, o material provavelmente combina uma base autêntica com uma edição parcial, e não uma geração completa por IA.
O laudo informou ainda que o arquivo não tinha manifesto C2PA, padrão internacional de credencial de autenticidade digital, nem registro em blockchain para comprovar a origem ou o histórico de alterações.
A plataforma combina a análise de metadados e procedência com algoritmos que identificam padrões visuais produzidos por inteligência artificial.








