O PT afirmou que a União não deve assumir eventuais prejuízos do Banco de Brasília (BRB) sem acesso a balanços auditados e atualizados. A legenda também rejeitou a possibilidade de o governo federal colocar dinheiro público diretamente na instituição, que enfrenta perdas relacionadas a negócios fraudulentos com o Banco Master.
A posição foi apresentada após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), criticar a recusa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em ajudar na recuperação financeira do banco. Em nota, o partido disse que a participação federal encontra dois obstáculos: a origem criminal do problema e a deterioração da capacidade de pagamento do Distrito Federal.
A legenda declarou que essas razões não dependem de negociação política. Também lembrou que Celina Leão assinou, no Supremo Tribunal Federal, um acordo que previa uma solução para o BRB sem aval da União.
Disputa sobre as contas do banco
O BRB adia desde março a divulgação do balanço financeiro de 2025. O documento pode indicar o tamanho das perdas associadas aos negócios com o Banco Master. A Polícia Federal estima prejuízo de até R$ 17 bilhões. O Banco Central avalia o valor em torno de R$ 11,4 bilhões, enquanto o próprio BRB calcula perdas diretas de R$ 8,8 bilhões.
Durante um ato político em Ceilândia, na última quarta-feira (16), Lula chamou a governadora de “cínica” ao responder aos pedidos de apoio federal. O presidente afirmou que o governo não pretende transferir dinheiro público diretamente para o banco.
No dia seguinte, a Procuradoria-Geral do DF levou as declarações ao STF e argumentou que a resistência da União teria motivação política. O PT negou a acusação e disse que sua posição já era conhecida, sem depender de negociação.
No último sábado (18), Celina Leão afirmou que a recusa federal em ajudar o BRB seria um crime. Em resposta, o partido cobrou mais transparência do governo do Distrito Federal e disse que não aceitará que os contribuintes arquem com uma fraude sem que as contas do banco sejam apresentadas.








