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Política

Selfies elevam engajamento de Lula após o primeiro turno, aponta Bites

Presidente teve 29,2 milhões de interações em 5 dias, mas menções negativas ainda superam as positivas nas redes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou em 22% a média de interações nas redes sociais nos 5 dias seguintes ao 1º turno, segundo levantamento da Bites. De 5 a 9 de outubro, foram 29,2 milhões de interações em 167 publicações no Facebook, Instagram, TikTok e X, com média de 175.000 por post.

A alta ocorreu após Lula ampliar a publicação de vídeos no formato selfie. Entre 4ª feira (7.out) e 6ª feira (9.out), ele divulgou mais de 10 vídeos sozinho ou com aliados. A sugestão para intensificar o formato foi feita pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), em uma reunião com integrantes da campanha e aliados.

Apesar do aumento de alcance, 46% das menções a Lula em português nas redes foram classificadas como negativas, ante 22,8% positivas. Na semana anterior ao 1º turno, os índices eram de 48,5% e 22,4%, respectivamente. A Bites registrou 13,3 milhões de menções em contas públicas de redes sociais, sites, blogs e outras plataformas desde as 17h de 4 de outubro, volume 52,3% superior ao dos 5 dias anteriores.

Lula também ganhou 1,050 milhão de seguidores no período, crescimento de 2,67%. Do início da campanha, em 16 de agosto, até o 1º turno, havia somado 1,423 milhão de novos seguidores. A média de interações por publicação, que era de 36.000 entre o início da campanha e a votação, quase quintuplicou nos 5 dias posteriores.

Mudança na comunicação

A campanha passou a endurecer o discurso contra Flávio Bolsonaro e a destacar possíveis perdas em políticas públicas caso o senador seja eleito. Em vídeos publicados na 5ª feira (8.out), Lula afirmou que um eventual governo de Flávio cortaria R$ 250 bilhões de saúde, educação e Previdência, além de benefícios como Pé-de-Meia, Minha Casa, Minha Vida e Gás do Povo. Em outra publicação, relacionou o senador ao crime organizado.

A cientista política Tathiana Chicarino, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, avaliou que a personalização favorece o desempenho nas plataformas, que dão mais impulsionamento a perfis individuais. Para ela, porém, aumentar o número de postagens sem planejamento não resolve as dificuldades estruturais da esquerda nas redes.

A coligação de Lula pediu providências ao TSE em 9 de outubro contra a Meta, por suspeita de redução do alcance de publicações favoráveis ao presidente. A Bites também apontou que Flávio mantinha média de interações por post mais de 4 vezes maior após o 1º turno.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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