A eleição de 2026 para o Senado terá 54 cadeiras em disputa e é tratada por Luiz Inácio Lula da Silva como prioridade para ampliar o apoio ao governo no Congresso. O presidente apoia oficialmente 50 candidatos distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal.
A composição da Casa também pode influenciar a relação com o Supremo Tribunal Federal. O Senado tem a atribuição de processar e julgar ministros do STF em processos de impeachment. Por isso, uma alteração na correlação de forças pode mudar a pressão política sobre a Corte.
Entre os 50 candidatos apoiados oficialmente, 18 aparecem entre os 21 nomes considerados mais competitivos. Os outros 3 integrantes desse grupo são aliados de Lula, mas não fazem parte dos palanques oficiais do presidente nos Estados onde concorrem.
Estados com mais de um nome competitivo
Em 15 unidades da Federação, pelo menos 1 candidato oficialmente apoiado por Lula está entre os mais competitivos. Na Bahia, Rui Costa registra 23% e Jaques Wagner, 17%. Na Paraíba, João Azevêdo tem 27% e Veneziano Vital do Rêgo, 17%. Em Pernambuco, Marília Arraes aparece com 16%, enquanto Humberto Costa tem 13%. Os dois são apoiados pelo presidente.
O PT reúne 7 dos 18 candidatos oficialmente apoiados por Lula que são competitivos. Além de Rui Costa, Jaques Wagner, Marília Arraes, Benedita da Silva, Humberto Costa, Rogério Carvalho e Randolfe Rodrigues, a relação inclui nomes de partidos aliados.
O MDB tem Renan Calheiros, Helder Barbalho e Marcelo Castro entre os candidatos citados. Também aparecem Cid Gomes, Leila Barros, Manuela D’Ávila e Marina Silva.
A avaliação dos nomes competitivos considerou os 2 candidatos mais bem colocados nas pesquisas de cada Estado. Os dados foram reunidos com consultas ao Tribunal Superior Eleitoral, a jornais locais e à internet. O eleitorado informado pelo TSE estava atualizado até 1º de setembro de 2026.








