São Paulo, Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,04 · Euro R$ 5,61 · Ibovespa 206.506 -0,00% São Paulo 18°C 18° / 26°
Política

Teresa Leitão rejeita mudança na maioridade penal em PEC da Segurança

Líder do Governo no Senado diz negociar com Camilo Santana e relator para aprovar proposta sem emendas.

Teresa Leitão rejeita mudança na maioridade penal em PEC da Segurança

A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou nesta 5ª feira (15.out.2026) que o governo não aceitará incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública. A proposta será votada no plenário do Senado ainda nesta 5ª feira.

“Não vamos ceder a esta chantagem da oposição”, declarou a senadora a jornalistas. Teresa disse que havia um entendimento entre as bancadas e o relator para retirar o tema da PEC e discutir a redução da maioridade penal em outro momento.

A PEC reorganiza o sistema nacional de segurança pública, amplia a cooperação entre União, Estados e municípios e prevê regras mais rígidas contra facções criminosas e milícias. Para Teresa, a tentativa de incluir a maioridade penal no texto busca atrasar a votação. Ela defendeu que o debate ocorra “de maneira responsável”.

A senadora também afirmou que tem assinaturas suficientes para obter um calendário especial e votar a PEC em 2 turnos ainda nesta 5ª feira. “Não vamos trabalhar como afogadilho e para nos colocar em qualquer posição defensiva. Nós vamos trabalhar esse tema”, disse.

Emenda da oposição

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), propôs alterar a maioridade penal de 18 para 16 anos na maioria dos crimes. Para casos específicos, a emenda estabelece a redução para 14 anos. Teresa afirmou que a oposição retomou o assunto durante a tramitação e avaliou que a proposta não será aprovada.

Negociação no PT

Camilo Santana (PT-CE), líder do PT no Senado, recolheu assinaturas para apresentar uma emenda que reduziria de 18 para 16 anos a maioridade penal em crimes hediondos. A iniciativa provocou incômodo entre congressistas do partido.

Teresa afirmou que conversa com Camilo e com o relator da PEC, Rogério Carvalho (PT-SE), para preservar a estratégia do governo de aprovar o texto sem emendas. Segundo ela, Camilo pretendia confrontar a proposta apresentada pela oposição.

Camilo Santana obteve 27 assinaturas, mas somente 4 foram de senadores do PT, entre elas a do relator da PEC. Há preocupação entre petistas com uma possível associação de Lula a pautas ligadas ao bolsonarismo. Camilo é um dos coordenadores da campanha de Lula, enquanto a propaganda eleitoral do presidente aumentou o tom sobre segurança pública e passou a usar termos como “bandidagem”.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5