O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou nesta quinta-feira (24) que Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Novo-PR, desative sua conta oficial no Instagram em 24 horas. A medida vale até a eleição ou até que toda a propaganda eleitoral seja retirada do perfil.
A decisão foi tomada pela juíza auxiliar da propaganda eleitoral, desembargadora Cláudia Cristina Cristofani, em uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral apresentada pelo Sistema Pardal. Deltan terá de comprovar o cumprimento da ordem no processo e poderá apresentar esclarecimentos.
Suspensão da campanha
A liminar afirma que Deltan continuou a divulgar propaganda na rede social mesmo depois de ser notificado sobre uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A candidatura permanece válida, mas o candidato está impedido de realizar atos para promovê-la.
No último dia 19, o ministro Floriano de Azevedo Marques já havia proibido Deltan de fazer atos de campanha, transmitir propaganda no rádio e na televisão e receber ou usar recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Dois dias depois, o TSE confirmou a liminar por 5 votos a 2. Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis acompanharam o relator. Nunes Marques e André Mendonça votaram contra.
Reação de Deltan
Em nota e em vídeo, Deltan afirmou que a Justiça tenta “tirar a sua voz no Instagram” e criticou Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O candidato também comparou sua situação à de José Dirceu, Anthony Garotinho e Luiz Inácio Lula da Silva, citando a manutenção de redes sociais e a realização de atos de campanha por esses políticos.
Deltan disse ainda que a restrição favorece sua adversária na disputa pelo Senado, Gleisi Hoffmann. Segundo ele, caso não possa fazer campanha, Gleisi será beneficiada; se ele vencer e perder o mandato posteriormente, haveria nova eleição.








