A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 2026, novas opções de medicamentos injetáveis à base de semaglutida e liraglutida, além de uma apresentação do Mounjaro com tirzepatida. Os produtos são usados no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade, mas as indicações variam conforme o registro.
Em maio, a agência registrou o Ozivy, da EMS, primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico liberada para comercialização no Brasil. O medicamento tem o mesmo princípio ativo do Ozempic, mas não é classificado como genérico, porque a legislação brasileira não prevê genéricos de produtos biológicos.
Em julho, foram registradas outras cinco canetas de semaglutida sintética. Em agosto, a Anvisa autorizou uma semaglutida genérica da EMS e o similar Semaclique, da Germed. Também foram registrados Yluméc, Liraclick, versões genéricas de liraglutida e o Mounjaro Multidose, da Eli Lilly.
As opções de semaglutida Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema foram registradas por comparação com o Ozempic. Elas são indicadas para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada. O genérico da EMS e o Semaclique têm o Ozivy como medicamento de referência e possuem a mesma indicação.
Indicação e disponibilidade
O registro na Anvisa não significa que o produto já esteja à venda. Antes da comercialização, o preço máximo precisa ser aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A decisão sobre o início das vendas cabe à empresa responsável pelo registro.
O Ozivy já chegou ao mercado, com valores que variam conforme a apresentação e o estabelecimento. Para os medicamentos ainda não lançados, não é possível determinar quanto o consumidor pagará.
A patente do Ozempic expirou no Brasil em 20 de março. Em 2025, a Anvisa havia estabelecido prioridade para analisar pedidos de registro de semaglutida e liraglutida, diante da necessidade de ampliar o abastecimento nacional.
Semaglutida, liraglutida e tirzepatida atuam em mecanismos relacionados ao controle da glicose e do apetite, mas uma caneta aprovada para diabetes tipo 2 não deve ser apresentada automaticamente como medicamento para obesidade. As novas semaglutidas autorizadas para diabetes tipo 2 têm aplicação semanal; a liraglutida é administrada diariamente.
Os medicamentos agonistas de GLP-1 exigem prescrição médica em duas vias, com retenção da receita na farmácia. A escolha do produto, da dose e da duração do tratamento deve considerar a indicação aprovada e a avaliação médica.








