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Saúde

Anvisa registra versões genéricas de liraglutida para duas condições

Medicamentos da EMS foram aprovados para uso contra obesidade e diabetes tipo 2, mas ainda dependem de preço definido pela CMED.

Anvisa registra versões genéricas de liraglutida para duas condições
Foto: Eduardo Monroy Husillos/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de dois genéricos de liraglutida fabricados pela EMS. A substância é usada em tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (8/9).

Os medicamentos são soluções injetáveis de 6 mg/mL, aplicadas sob a pele. Eles serão oferecidos em apresentações com quantidades diferentes de cartuchos e canetas aplicadoras. O registro é válido até 2036, e cada lote terá prazo de 18 meses.

Indicações e ação no organismo

Os dois produtos estão vinculados a processos já empregados pela EMS em medicamentos anteriores. Um deles se relaciona a um tratamento para obesidade; o outro, a um medicamento destinado ao diabetes tipo 2. A mesma substância pode ser indicada para as duas condições, com orientações específicas em cada caso.

A liraglutida atua sobre receptores associados ao GLP-1, hormônio que participa do controle da glicose. Entre os efeitos estão estimular a liberação de insulina quando o açúcar no sangue está elevado, retardar o esvaziamento do estômago e ampliar a sensação de saciedade.

Com isso, o medicamento pode contribuir para o controle da glicemia e para a redução do peso. Estudos clínicos indicam perda média de cerca de 8% do peso após um ano de uso. A liraglutida é utilizada no Brasil há mais de uma década e está presente em medicamentos já conhecidos no mercado.

Venda ainda depende de preço

A aprovação da Anvisa não significa que os genéricos já estejam disponíveis nas farmácias. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) ainda precisa estabelecer o preço máximo.

Desde 2025, a venda desse tipo de medicamento exige retenção da receita médica. A medida foi adotada após o aumento do uso sem acompanhamento profissional.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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