SÃO PAULO — O estado de São Paulo confirmou 58.683 casos de dengue desde o início de 2026. Desse total, 1.180 apresentaram sinais de alarme e 101 foram classificados como dengue grave. Até o momento, 42 pessoas morreram e outros 30 óbitos estão em investigação.
O número de casos caiu 93,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Até a semana 35 daquele ano, São Paulo havia registrado 855.132 casos confirmados, incluindo 17.533 com sinais de alarme e 1.424 de dengue grave. O total de mortes chegava a 1.112.
Ainda neste ano, 7.256 casos permanecem em investigação. Outras 297.833 notificações foram descartadas.
A Grande São Paulo concentra 12.919 casos, sendo 9.859 na capital. Taubaté registra o maior número de mortes, com 14.
Previsão de El Niño
A dengue continua entre os pontos de atenção dos planos elaborados para o El Niño. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) calcula em 90% a possibilidade de o fenômeno se configurar como “muito forte” entre setembro e dezembro.
Boletim divulgado pelo instituto prevê volumes de chuva acima da média histórica em parte de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul. Também são esperadas temperaturas acima da média em quase todo o país.
As condições podem aumentar a quantidade de locais com água parada e acelerar o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.
O governo federal, os estados e os municípios incluíram ações contra arboviroses nos planos para reduzir os efeitos do fenômeno. Em São Paulo, a orientação é verificar, depois das chuvas, quintais, calhas, vasos, pneus, baldes, garrafas e caixas-d’água para eliminar recipientes que acumulem água.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou que mantém visitas a residências e o monitoramento de possíveis criadouros com auxílio de drones. Cerca de 80% dos focos de dengue estão em imóveis residenciais. As medidas incluem eliminação de criadouros com moradores ou responsáveis, uso de larvicida biológico em locais que não podem ser removidos, avaliação da densidade larvária, visitas a pontos estratégicos e ações educativas.








