SÃO PAULO — O Muay Thai pode influenciar a rotina de quem pratica a modalidade para além das competições, afirma Leandro Longo, CEO da Maximum Boxing. Segundo ele, os treinos combinam exigência física, concentração e disciplina, com reflexos no comportamento fora da academia.
O esporte, também conhecido como boxe tailandês, está entre os mais procurados no Brasil. Em 10 de outubro, será realizada a sétima edição do Maximum Fight, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, em São Paulo. O torneio é organizado pela Maximum Boxing e é apontado como o principal campeonato de Muay Thai da América Latina.
Efeitos no corpo
Longo afirma que a prática exige bastante do sistema cardiovascular por alternar períodos de alta intensidade com recuperação ativa. Corridas, corda, sequências no aparador e manoplas trabalham as resistências aeróbica e anaeróbica, favorecendo o fôlego, a disposição e a velocidade de resposta.
A modalidade também mobiliza diferentes grupos musculares. Punhos, cotovelos, joelhos e canelas participam dos movimentos; chutes e deslocamentos exigem força das pernas e do quadril; e o tronco, os braços e o core contribuem para a potência, a estabilidade e a transferência de energia.
O executivo também relaciona o Muay Thai ao gasto energético, ao controle de peso, à perda de gordura e ao ganho de massa magra. Para ele, esses efeitos dependem da combinação entre prática frequente e alimentação equilibrada.
Concentração e disciplina
Durante o treino, o praticante precisa acompanhar o tempo do golpe, a esquiva, a postura, a distância e a respiração. Na avaliação de Longo, essa atenção reduz a tensão ligada ao trabalho e à rotina, além de ajudar a manter a calma e a clareza sob pressão.
A evolução técnica, ainda segundo o CEO, depende de constância, paciência e respeito ao próprio processo. A superação gradual dos limites pode fortalecer a autoconfiança e levar esses aprendizados para a vida pessoal e profissional.
“A luta vai muito além do aprendizado técnico de socos, chutes, joelhadas e cotoveladas”, diz Longo. Ele afirma que o combate exige presença, inteligência tática e preparo físico para responder em frações de segundo.








