O plano econômico de Flávio Bolsonaro prevê a retomada das privatizações, mudanças na tributação sobre o consumo e medidas para reduzir o endividamento público. A proposta estabelece como meta elevar o crescimento do Brasil de 2% para 4% ao ano até 2030.
O candidato do PL pretende reativar o Programa Nacional de Desestatização, que prevê a venda de empresas públicas para a iniciativa privada. O plano também reforça a Lei das Estatais, com a exigência de regras de mercado para contratações e a tentativa de impedir o uso de cargos técnicos em negociações políticas.
Na área tributária, a proposta é revisar a reforma atual para evitar impostos considerados muito altos sobre o consumo e retirar exceções criadas por grupos de pressão. O plano ainda prevê a redução dos encargos incidentes sobre os salários de jovens e idosos, com o objetivo de facilitar a contratação desses trabalhadores pelas empresas.
Para conter as despesas, Flávio Bolsonaro defende o chamado enxugamento do Estado. Entre as medidas estão a extinção de pelo menos dez ministérios, a redução de cargos comissionados e o controle dos gastos dos Três Poderes. A proposta também prevê eliminar privilégios salariais no funcionalismo federal.
A composição do Congresso após as eleições de 2026 é apontada como um fator de apoio à agenda. O PL teria 121 deputados e ampliado sua força no Senado. Mudanças constitucionais exigem três quintos dos votos de deputados e senadores, enquanto leis comuns precisam de metade dos votos. A nova configuração pode facilitar alianças com partidos de centro e a votação de reformas e projetos de privatização.
Analistas do BTG Pactual consideram o senador favorito para o segundo turno e avaliam que uma eventual vitória poderia provocar otimismo imediato nos preços dos ativos. A dívida pública subiu de 74,6% para 82,9% do PIB nos últimos quatro anos. Investidores estrangeiros veem no novo Congresso maior governabilidade, mas ainda aguardam detalhes sobre a execução das propostas fiscais.








