A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a farmacêutica Gilead Sciences firmaram um acordo para ampliar o acesso ao lenacapavir na América Latina e no Caribe. O medicamento é usado na profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo HIV.
A estratégia inclui 14 países: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. A aplicação do lenacapavir é feita duas vezes por ano, como uma alternativa à PrEP oral diária e a outras formulações injetáveis.
Compra conjunta
A aquisição será organizada por meio dos Fundos Rotatórios Regionais da Opas. Esses mecanismos permitem que os países façam compras conjuntas de medicamentos e de outras tecnologias de saúde, criando um caminho regional para a chegada do tratamento.
O acordo foi anunciado pela Gilead Sciences nesta terça-feira (15/9). A empresa também informou que continua avaliando oportunidades de cooperação com o Ministério da Saúde para apoiar o objetivo do governo brasileiro de viabilizar a produção local do lenacapavir.
Até o momento, não foram divulgados prazo para uma eventual fabricação no Brasil nem um acordo definitivo de transferência de tecnologia.
Prevenção
O lenacapavir é indicado como PrEP de longa duração para adultos e adolescentes sob risco de transmissão sexual do HIV. A Opas afirma que a opção permite adaptar as estratégias de prevenção às necessidades de diferentes pessoas.
De acordo com a farmacêutica, as novas infecções por HIV cresceram 13% na América Latina e no Caribe entre 2010 e 2024. A região ainda apresenta lacunas no uso da PrEP.
O diretor da Opas, Jarbas Barbosa, afirmou que novas ferramentas de prevenção só terão impacto se chegarem às pessoas que precisam delas. Para ele, a parceria pode ajudar a reduzir desigualdades no acesso ao lenacapavir e ampliar as alternativas disponíveis.








