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Saúde

Estudo reúne 25 ensaios sobre efeito de medicamentos na compulsão alimentar

Revisão encontrou melhora em episódios de compulsão, perda de controle e comer emocional, mas aponta falta de dados de longo prazo.

Estudo reúne 25 ensaios sobre efeito de medicamentos na compulsão alimentar
Foto: iStock/Reprodução

Uma revisão sistemática com metanálise encontrou redução na frequência e na gravidade da compulsão alimentar entre pessoas que usaram liraglutida, semaglutida ou tirzepatida. O efeito também apareceu na perda de controle, no comer desinibido e no comer emocional.

Publicado na revista eClinicalMedicine, do grupo The Lancet, o trabalho combinou resultados de 25 ensaios clínicos randomizados, com mais de 8 mil pessoas com sobrepeso ou obesidade. Os pesquisadores eram britânicos, suecos e americanos, e o estudo recebeu financiamento público e filantrópico.

O que foi observado

A análise apontou uma melhora global moderada e consistente nos desfechos relacionados à compulsão alimentar. O resultado foi ainda maior nos poucos estudos que incluíram pacientes já diagnosticados com o transtorno.

O comer desinibido foi definido como a alimentação após gatilhos sociais e emocionais. Já o comer emocional corresponde à busca por alimentos como forma de alívio para a ansiedade.

O transtorno da compulsão alimentar envolve episódios recorrentes de ingestão de uma quantidade claramente exagerada em pouco tempo, acompanhados de sensação de perda de controle. Também podem ocorrer alimentação mais rápida que o normal, desconforto por estar cheio, consumo sem fome física e episódios escondidos por vergonha.

Culpa, nojo ou tristeza depois de comer e sofrimento marcante fazem parte do quadro. Os episódios se repetem, em média, ao menos uma vez por semana, sem comportamentos de compensação, como vômitos ou jejuns, que caracterizam a bulimia.

Limites da evidência

Os estudos com esses medicamentos foram desenvolvidos principalmente para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, e não especificamente para a compulsão alimentar. Por isso, os resultados sobre o transtorno apareceram mesmo quando a condição não era o foco principal das pesquisas.

Apenas três dos 25 ensaios recrutaram pessoas com diagnóstico formal de compulsão. Nos demais, o comportamento foi analisado como um efeito secundário. Também ainda faltam dados de longo prazo.

Nenhuma terapia baseada em GLP-1 está aprovada especificamente para tratar a compulsão alimentar. Os tratamentos com respaldo consolidado são a terapia cognitivo-comportamental e um remédio autorizado para essa condição.

O transtorno é o mais comum entre os distúrbios alimentares e atinge cerca de 1% a 2% da população mundial. A proporção é maior entre pessoas que procuram atendimento por obesidade ou diabetes tipo 2. Muitas chegam ao consultório para tratar peso, glicemia, pressão ou resultados de exames sem reconhecer os episódios de comer em excesso.

As evidências sobre as canetas são consideradas preliminares. A revisão indica um possível efeito sobre circuitos cerebrais ligados ao desejo e à recompensa, mas aponta a necessidade de mais estudos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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