Kellie Finlayson descobriu um câncer de intestino em fase 4 aos 25 anos, depois de conviver por sete anos com desconfortos abdominais, alterações no funcionamento do intestino e oscilações no peso. Atualmente, aos 30 anos, ela faz tratamentos para manter a doença estável e preservar sua qualidade de vida.
A descoberta ocorreu em 2021, três meses depois do nascimento de Sophia, sua filha. Inicialmente, os médicos suspeitaram de um câncer em fase 3, mas exames posteriores mostraram que a doença já havia se espalhado para outras partes do corpo.
Antes do diagnóstico, Kellie tratava os sintomas separadamente. Usava laxantes quando tinha constipação e medicamentos para episódios de diarreia. Ela contou que acreditava haver explicações para os sinais e não considerava que pudesse ter câncer, por ser jovem e manter hábitos saudáveis.
“Gostaria de ter insistido mais para obter respostas”, afirmou Kellie. Ela também disse que os sintomas podem ser confundidos com alterações do ciclo menstrual, o que contribuiu para que fossem ignorados.
Tratamento e acompanhamento
Kellie passou por uma cirurgia, que incluiu uma colostomia temporária, e fez 80 sessões de quimioterapia intensiva. Durante o tratamento, passou 12 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um período marcado por restrições da Covid-19.
Em 2022, exames indicaram que células cancerígenas ainda estavam presentes em sete linfonodos. Mais tarde, os médicos identificaram que o câncer havia chegado aos pulmões. Kellie passou por novas sessões de quimioterapia e por uma cirurgia pulmonar.
Desde então, a doença é acompanhada com tratamentos e exames contínuos. Ela é casada com Jeremy Finlayson, astro aposentado da Liga Australiana de Futebol, e mãe de uma menina de cinco anos.
Sinais de alerta
Entre os sinais citados estão sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, diarreia crônica, urgência para evacuar, constipação recente, fezes mais finas, sensação de esvaziamento incompleto, cólicas, inchaço abdominal, fadiga, perda de peso e anemia crônica.
Kellie compartilha sua experiência nas redes sociais para alertar sobre a doença. Ela afirma que aprendeu a conviver com o câncer e que se sente feliz por ajudar outras pessoas ao contar sua história.








