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Saúde

Pesquisas avaliam exossomas para diagnóstico e regeneração de tecidos

Estruturas são estudadas em biópsias líquidas e na dermatologia, mas produtos e aplicações ainda exigem validação e controle de segurança.

Pesquisas avaliam exossomas para diagnóstico e regeneração de tecidos
Foto: Juan Gaertner/Getty Images

A utilização de exossomas na medicina ainda depende de validações clínicas, aprovações regulatórias e cuidados com a segurança, especialmente em aplicações invasivas. As estruturas são investigadas para identificar doenças antes do surgimento de sintomas e para estimular a regeneração de tecidos.

Os exossomas são vesículas liberadas pelas células. Eles transportam proteínas, lipídios e fragmentos de RNA, além de moléculas na superfície que ajudam a direcionar o conteúdo para células específicas. Ao receber essas mensagens, a célula-alvo pode ter seu comportamento e metabolismo modificados.

Diagnóstico e terapias

Como circulam pelo sangue e carregam biomarcadores relacionados à célula de origem, os exossomas podem ser usados em biópsias líquidas. Um dos exemplos citados por Érico Vasconcelos, professor de medicina no Centro Universitário Uniceplac, é a pesquisa com RNA associado a produtos metabólicos pancreáticos para o diagnóstico precoce de câncer de pâncreas. Os testes, porém, ainda passam por validações clínicas e aprovações regulatórias.

Também existe interesse no uso terapêutico dessas vesículas. Em comparação com células-tronco inteiras, os exossomas não são células vivas e não têm capacidade de reprodução. Por isso, podem entregar mensagens terapêuticas sem os riscos relacionados ao comportamento imprevisível ou à rejeição da implantação celular.

Aplicações na dermatologia

A dermatologia e a medicina estética estudam o uso de exossomas em rejuvenescimento, cicatrização e tratamento de queda de cabelo, também chamada de alopecia. Andressa Vargas, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirma que estudos iniciais indicam possíveis benefícios na regeneração da pele e no estímulo à atividade dos fibroblastos, inclusive em associação com laser e microagulhamento.

A médica ressalta, no entanto, que as pesquisas ainda são pequenas e heterogêneas. Não há evidência científica suficiente para afirmar que os exossomas são superiores aos tratamentos dermatológicos tradicionais. Ela também recomenda atenção à composição e à qualidade dos produtos comercializados, além da situação das aplicações invasivas junto à Anvisa.

A expectativa é que os próximos anos tragam padronização das doses e dos métodos de aplicação. Até lá, promessas de regeneração garantida devem ser vistas com cautela, já que os produtos disponíveis podem não corresponder aos utilizados nos estudos científicos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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