Dados compartilhados por órgãos federais já são usados para buscar apostadores com comportamento de jogo problemático, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, a iniciativa reúne informações dos ministérios da Fazenda e da Segurança Pública e da Receita Federal desde dezembro do ano passado.
A estratégia deverá ser ampliada para identificar pessoas com comportamento compulsivo e aumentar o acompanhamento e o tratamento quando houver necessidade. O Ministério da Saúde, porém, ainda não informou como será organizado o fluxo de atendimentos nem quando ele começará.
Pessoas que enfrentaram dificuldades com as mudanças nas regras das apostas e familiares de apostadores podem procurar atendimento em saúde mental pela rede do Meu SUS Digital e pelos teleatendimentos, disse Padilha. “Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica”, afirmou.
O ministro declarou que os efeitos do problema atingem também familiares. “Entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares”, disse.
A discussão ocorreu durante uma coletiva nesta sexta-feira (25/9), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar uma medida provisória para proibir apostas on-line no Brasil, conhecidas popularmente como bets.
Com a publicação da MP, as plataformas de apostas on-line estão proibidas de funcionar no território nacional. A medida já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada ou rejeitada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. Se não for votada, perderá a validade.








