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Saúde

Piscar menos diante das telas reduz a lubrificação e provoca desconforto ocular

O uso contínuo de celulares, computadores e tablets pode causar sintomas temporários e está associado à progressão da miopia em jovens.

Piscar menos diante das telas reduz a lubrificação e provoca desconforto ocular

A regra 20-20-20 é uma das recomendações de oftalmologistas para reduzir o desconforto associado ao uso prolongado de telas: a cada 20 minutos, é preciso olhar por 20 segundos para um objeto a seis metros de distância. Manter o monitor na altura dos olhos e a uma distância de um braço também ajuda a diminuir a tensão.

Celulares, computadores e tablets podem reduzir a frequência das piscadas durante a concentração. A taxa pode cair para menos da metade da média normal, e parte dos movimentos deixa de fechar completamente as pálpebras. Com isso, a lágrima não se espalha de maneira uniforme pela córnea, evapora mais rapidamente e deixa de proteger adequadamente a superfície do olho.

Esse processo está ligado a ardência, vermelhidão, sensação de areia, ressecamento e visão embaçada transitória. Dores de cabeça, no pescoço e nos ombros também podem aparecer, especialmente quando há postura inadequada. O esforço contínuo ainda sobrecarrega a musculatura responsável pelo foco de perto.

Para o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá, o problema está relacionado à forma de uso dos dispositivos. “O problema principal não é a tela em si, mas o jeito como a usamos”, explica.

A chamada síndrome da visão de computador reúne esses sintomas temporários e não corresponde a uma nova doença estrutural do olho. O oftalmologista Ibraim Vieira, do CBV-Hospital de Olhos, afirma que o termo descreve uma resposta do organismo ao esforço digital.

Em crianças e adolescentes, o foco contínuo a curtas distâncias e a permanência em ambientes internos estão associados ao aumento ou agravamento da miopia. Estudos científicos indicam que a exposição diária à luz natural ao ar livre ajuda a regular o crescimento do globo ocular. Vieira recomenda substituir parte do tempo de tela por atividades externas.

A luz azul dos aparelhos também é alvo de informações incorretas. A quantidade emitida por dispositivos comerciais é muito inferior à da radiação solar e não é capaz de queimar ou lesar permanentemente a retina. Não há comprovação de que as telas antecipem a presbiopia, a chamada vista cansada, que geralmente surge após os 40 anos.

Lágrimas artificiais sem conservantes podem aliviar casos leves de ressecamento, mas qualquer produto deve ser usado após consulta médica. Colírios com corticoides ou vasoconstritores não devem ser usados por conta própria, pois podem causar hipertensão ocular, glaucoma e efeito rebote.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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