Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Tecnologia

Juiz mantém lei de Minnesota contra nudes falsos gerados por IA

Decisão rejeitou pedido da xAI para suspender a regra enquanto a empresa contesta sua validade na Justiça dos Estados Unidos.

Juiz mantém lei de Minnesota contra nudes falsos gerados por IA
Foto: Reprodução/X

A lei de Minnesota que proíbe imagens falsas de nudez produzidas por inteligência artificial continuará valendo. O juiz federal Donovan Frank rejeitou nesta sexta-feira (4) o pedido da xAI, empresa de Elon Musk, para suspender temporariamente a aplicação da regra.

A decisão foi tomada enquanto a companhia questiona a legislação na Justiça. Frank entendeu que a xAI não demonstrou que sofreria prejuízos durante a continuidade do processo. O magistrado afirmou ainda que o caso envolve questões constitucionais complexas, porque trata de uma tecnologia nova e dos riscos associados a ela. A análise completa será feita ao longo da ação.

A legislação entrou em vigor em 1º de agosto e impede que operadores de sites, desenvolvedores de programas e outras pessoas permitam o uso de inteligência artificial para remover digitalmente as roupas de pessoas identificáveis em imagens. De acordo com o texto da lei, essa é a primeira medida desse tipo nos Estados Unidos.

Argumentos da disputa

A xAI sustenta que a regra viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos ao limitar uma forma de expressão protegida. Minnesota afirma que a legislação busca combater a distribuição, sem consentimento, de imagens sexuais criadas artificialmente.

Em julho, Frank já havia negado um pedido de Elon Musk para bloquear a entrada em vigor da lei, mas aceitou acelerar o andamento do processo. A disputa, portanto, continuará na Justiça.

O chatbot Grok, desenvolvido pela xAI, já recebeu críticas por produzir conteúdo sexualmente explícito. Reguladores procuraram ampliar as medidas de proteção e impuseram proibições para conter a circulação de material ilegal criado artificialmente.

A xAI também abriu processos contra usuários que, segundo a empresa, teriam contornado as proteções do Grok para produzir imagens sexuais de pessoas sem autorização. A xAI e o gabinete do procurador-geral de Minnesota não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5